Costa-riquenha Rebeca Grynspan volta a liderar disputa para chefiar a ONU

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Costa-riquenha Rebeca Grynspan volta a liderar disputa para chefiar a ONU

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Rebeca Grynspan, ex-vice-presidente da Costa Rica, se manteve, nesta quarta-feira (7), como a favorita para se tornar a próxima secretária-geral da ONU, após uma votação consultiva do Conselho de Segurança, segundo uma fonte diplomática.

Sete candidatos — quatro mulheres e três homens — estão na corrida para suceder ao chefe da ONU, o português António Guterres, cujo segundo mandato de cinco anos termina em 31 de dezembro.

Em uma votação realizada a portas fechadas nesta quarta-feira, os 15 membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas atribuíram de forma anônima a cada candidato uma destas três avaliações: “apoiar”, “não apoiar” ou “sem opinião”.

O processo de seleção está repleto de incertezas, já que um único veto de China, França, Reino Unido, Estados Unidos ou Rússia – os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU -, pode bloquear qualquer candidatura.

Segundo uma fonte diplomática, Grynspan ficou em primeiro lugar na preferência dos países, com nove “apoiar” e seis “não apoiar”. Esta é a quarta vez que ela lidera a votação nas cinco rodadas realizadas desde julho.

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A candidata costa-riquenha vem perdendo apoios desde a votação anterior, realizada em 29 de setembro, na qual obteve apenas dez “apoiar”, três “não apoiar” e duas “sem opinião”.

O argentino Rafael Grossi, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica, ficou em segundo lugar, com seis “apoiar”, sete “não apoiar” e duas “sem opinião”.

Carolyn Rodrigues-Birkett, ex-ministra das Relações Exteriores da Guiana, ficou em terceiro lugar.

Ainda que um candidato obtenha nove votos favoráveis entre os quinze membros do Conselho de Segurança, qualquer veto dos cinco Estados permanentes o impediria de chegar à Secretaria-Geral da organização.

Uma vez que um candidato supere essa etapa, seu nome será encaminhado à Assembleia Geral, integrada por todos os membros da ONU, para confirmação. É tradição que o mais alto cargo da ONU se alterne entre as diferentes regiões, de modo que, desta vez, deveria ser ocupado por um candidato da América Latina.

AFP

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