Copa deve ampliar gastos com bets, bolões e consumo por impulso, diz pesquisa

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Copa deve ampliar gastos com bets, bolões e consumo por impulso, diz pesquisa

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VICTÓRIA PACHECO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

A menos de um mês da Copa do Mundo de 2026, cuja cerimônia de abertura está marcada para 11 de junho, na Cidade do México, brasileiros já antecipam os impactos financeiros do torneio sobre o próprio bolso.

Nesta edição do Mundial, um elemento deve ganhar ainda mais peso entre os gastos com figurinhas, camisas da seleção e confraternizações: as apostas esportivas online, ou bets.

Segundo um estudo da Creditas em parceria com a Opinion Box, 56% dos entrevistados consideram fazer esse tipo de aposta ou participar de bolões durante a competição. O percentual sobe para 69% entre jovens que não vivenciaram o último título e para 79% entre pessoas endividadas.

A pesquisa, intitulada “Placar das Finanças: como o futebol mexe no bolso e na dívida dos brasileiros”, ouviu 561 homens e mulheres com idade a partir de 18 anos em todo o território nacional, que trabalham atualmente e têm renda familiar entre R$ 1.600 e mais de R$ 24 mil.

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Segundo o levantamento, embora diversão e entretenimento sejam a principal motivação para 54% dos potenciais apostadores, parte relevante dos entrevistados também associa a prática à possibilidade de obter renda extra para cobrir gastos do mês (31%) ou quitar dívidas (15%).

“A pesquisa mostra o espaço que o futebol ocupa na vida do brasileiro e demonstra que o esporte é uma paixão nacional, mas também evidencia a fragilidade que o tema das finanças pessoais ainda representa para boa parte da população”, afirma Guilherme Casagrande, educador financeiro da Creditas.

Outro destaque do estudo é o efeito da Copa sobre o consumo: 74% disseram que pretendem gastar nesse período e 80% admitiram que podem consumir sem planejamento.

As decisões financeiras estão ligadas ao desempenho da seleção: 47% afirmam que poderiam aumentar os gastos caso o Brasil avance na competição. Além disso, 14% admitem que se endividariam para viver a experiência do torneio.

Esse tipo de comportamento pode agravar o endividamento das famílias brasileiras, que passou de 80,4% em março para um novo recorde de 80,9% em abril, segundo levantamento da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo).

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Para Casagrande, a educação financeira é o principal caminho para fazer com que os brasileiros planejem melhor seus gastos no período da Copa -e fora dele. “Precisamos aproximar mais as pessoas do próprio dinheiro e encontrar maneiras de tornar as conversas sobre finanças mais simples e interessantes no dia a dia.”

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