O candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, atribuiu nesta terça-feira, 4, o aumento nominal da dívida de Minas Gerais durante sua gestão aos “juros extorsivos de Brasília”. Em sabatina organizada pelo G4 Hub e pelo portal O Antagonista, o ex-governador argumentou que, apesar do crescimento do valor nominal, o endividamento do Estado diminuiu em relação à receita.
“Minas devia 190% da receita e hoje deve 160%. Então, a dívida diminuiu e a capacidade de pagamento do Estado melhorou muito”, afirmou Zema. Segundo ele, o governo mineiro não contratou novos empréstimos durante seus mandatos porque não tinha nota de crédito.
Zema também declarou que sua gestão priorizou a regularização de compromissos que estavam em atraso. “Quando eu assumi, havia R$ 29 bilhões atrasados. Ainda temos R$ 6 bilhões devidos às prefeituras e ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais, pagamentos que estão parcelados ao longo do tempo”, disse.
O candidato do Novo afirmou ainda que a ausência de denúncias em sua administração levou adversários a concentrarem as críticas no crescimento nominal da dívida estadual. “Como não teve corrupção, como não teve escândalo no meu governo, ficam falando que a dívida, nominalmente, subiu. Subiu devido aos juros extorsivos de Brasília, que todo mundo sabe como funcionam. Mesmo assim, a capacidade de pagamento melhorou”, declarou.
Também participam da sabatina, em São Paulo, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) e o influenciador Renan Santos (Missão). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi convidado, mas não respondeu.
Estadão Conteúdo.











