Apagão em SP gera prejuízo de R$ 100 milhões para restaurantes e hotéis, diz associação

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Apagão em SP gera prejuízo de R$ 100 milhões para restaurantes e hotéis, diz associação

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

Setores de restaurantes e de hospedagem estimam que o apagão provocado pelo vendaval da última quarta-feira (10) em São Paulo deve provocar um prejuízo de R$ 100 milhões.

O cálculo foi feito pela Fhoresp (Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo). De acordo com a entidade, 5.000 estabelecimentos foram atingidos pela falta de energia elétrica entre a capital paulista e municípios das regiões do ABC Paulista, Osasco e Itapecerica da Serra e parte do interior.

Além dos prejuízos pelas portas fechadas, a conta também inclui a perda de equipamentos, alimentos e clientes.

A entidade, que representa cerca de 500 mil estabelecimentos no estado e mais de 20 sindicatos patronais, calcula que os prejuízos, desta vez, com fim de ano, férias escolares e compras e confraternizações de Natal, que aquecem a economia, podem chegar a R$ 100 milhões.

O diretor-executivo da Fhoresp, Edson Pinto, fez críticas à distribuidora de energia Enel, dizendo que o episódio é recorrente.

“É o sétimo apagão em menos de dois anos. São poucos os empresários que conseguem recorrer a geradores ou realocar os produtos em tempo de não perder os alimentos”, diz.

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“Estamos próximos de um fim de semana que deveria ser de alta lucratividade para muitos estabelecimentos. Mas, para milhares deles, serão dias de portas fechadas”, diz o diretor.

A orientação da Fhoresp é que os prejudicados reúnam elementos e provas dos prejuízos para ajuizar ações de ressarcimento na Justiça pela falta de faturamento, perda de mercadorias e equipamentos queimados.

Mais de 685 mil imóveis ainda enfrentavam a falta de energia elétrica na região metropolitana de São Paulo às 19h32 desta sexta (12), 478 mil só na capital, após a passagem de um ciclone extratropical. A Folha questionou a Enel sobre a falta de previsão para o retorno do serviço, mas não teve resposta.

A Enel passou a classificar esses casos como “alta complexidade” e não informa mais prazo para solucionar o problema.

Em nota na manhã desta sexta, a empresa afirma que o “evento climático causou danos severos à infraestrutura elétrica, afetando o fornecimento em diversas regiões. Para acelerar a recomposição do sistema, a distribuidora tem mobilizando cerca de 1.600 equipes em campo ao longo do dia.”

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