Várias explosões perto do consulado dos EUA em Erbil, no Iraque, relatam jornalistas da AFP

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Várias explosões perto do consulado dos EUA em Erbil, no Iraque, relatam jornalistas da AFP

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As defesas antiaéreas foram acionadas nesta quarta-feira (15) nas proximidades do consulado dos Estados Unidos em Erbil, capital da região do Curdistão iraquiano, no norte do Iraque, após serem ouvidas várias explosões, informaram jornalistas da AFP.

Os repórteres relataram ter visto vários drones sobrevoando Erbil antes de serem abatidos pelas defesas antiaéreas, o que provocou explosões e uma coluna de fumaça visível nas proximidades do consulado, alvo de repetidos ataques com drones e foguetes durante a guerra no Oriente Médio.

Estas são as primeiras explosões registradas nas proximidades do consulado em Erbil desde o início do frágil cessar-fogo firmado em abril.

Os incidentes coincidem com a visita de uma semana do primeiro-ministro do Iraque, Ali al Zaidi, a Washington, onde foi recebido pelo presidente Donald Trump, e ocorrem também em meio a uma nova escalada militar entre os Estados Unidos e o Irã.

Durante a guerra no Oriente Médio, a região do Curdistão, que abriga tropas americanas e diversas companhias petrolíferas estrangeiras, foi um dos principais alvos de ataques com drones, realizados em sua maioria por grupos armados iraquianos pró-Irã.

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Esses grupos, que atuam sob a denominação de Resistência Islâmica no Iraque, atacaram instalações americanas em território iraquiano mais de 600 vezes em apoio a Teerã.

Al Zaidi deu aos grupos armados pró-Irã, que Washington classifica como organizações terroristas, até 30 de setembro para se desarmarem. A data coincide com o encerramento da missão da coalizão liderada pelos Estados Unidos contra os jihadistas.

Alguns desses grupos armados afirmaram que irão cooperar, mas outros mantêm firme sua recusa em entregar as armas e, em vez disso, prometem reforçar suas capacidades militares.

Desde o início da guerra, e inclusive após o cessar-fogo de abril, o Irã também atacou repetidamente grupos rebeldes curdos iranianos, que mantêm acampamentos e bases no Curdistão iraquiano.

AFP

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