Trinidad e Tobago reconhece vazamento de petróleo em campo de extração local

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Trinidad e Tobago reconhece vazamento de petróleo em campo de extração local

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Trinidad e Tobago, pequeno arquipélago de língua inglesa situado na costa da Venezuela, reconheceu um vazamento de petróleo proveniente de um campo de extração local após a Venezuela denunciar, no sábado (9), a presença de petróleo bruto em suas costas.

Os dois vizinhos mantêm relações tensas desde a chegada ao poder, em 2025, da primeira-ministra Kamla Persad-Bissessar, com um discurso muito duro contra a imigração venezuelana e alinhada aos Estados Unidos diante da captura de Nicolás Maduro em janeiro.

O deposto mandatário havia suspendido a cooperação energética destinada à exploração e produção de um campo de gás após o governo de Porto Espanha ter aceitado a visita de um navio de guerra americano.

“Heritage Petroleum Company Limited (Heritage) detectou um vazamento de petróleo em Main Field às 7h25 de 1º de maio de 2026”, segundo o comunicado do Ministério de Energia e Indústrias Energéticas.

O mesmo ministério “concedeu a aprovação para o uso de dispersantes químicos às 9h50 de 1º de maio de 2026”. Após a aprovação, o produto “foi aplicado aproximadamente entre 6 e 8 milhas náuticas da fronteira Trinidad/Venezuela”.

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Trinidad afirma que “o dispersante desintegrou o petróleo de forma eficaz”. “Inspeções posteriores, realizadas tanto com drone quanto com embarcações, mostraram que não restavam hidrocarbonetos visíveis na superfície da água”, acrescentou o comunicado.

Caracas advertiu, no sábado (9), sobre “impactos em áreas marinhas, costas, ecossistemas sensíveis e comunidades pesqueiras venezuelanas” pelo vazamento de hidrocarbonetos.

“A Venezuela expressa sua preocupação diante da comunidade internacional pelo vazamento de petróleo proveniente da República de Trinidad e Tobago, que gerou um grave impacto ambiental no Golfo de Paria e zonas costeiras dos estados Sucre e Delta Amacuro”, indicou um comunicado do governo venezuelano.

Em fevereiro de 2024, uma maré preta provocada pelo naufrágio de um petroleiro em águas de Trinidad e Tobago também atingiram as águas territoriais venezuelanas.

AFP

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