Startup brasiliense cria rede de apoio para mulheres viajantes seguras

startup-brasiliense-cria-rede-de-apoio-para-mulheres-viajantes-seguras
Startup brasiliense cria rede de apoio para mulheres viajantes seguras

publicidade

Viajar sozinha ainda representa um desafio para muitas mulheres, marcado por insegurança e falta de redes de apoio confiáveis. Nesse contexto, surge a startup brasiliense Sutiãs que Voam, idealizada pela empreendedora Juliana Ferreira e apoiada pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), por meio do programa Start BSB, executado pela Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec).

A iniciativa nasceu de uma experiência pessoal de Juliana durante um intercâmbio de doutorado na Europa, onde enfrentou situações de vulnerabilidade que destacaram a necessidade de soluções turísticas adaptadas às mulheres. “Hoje, existem muitas plataformas de turismo, mas poucas consideram, de fato, as necessidades das mulheres, especialmente em relação à segurança e ao acolhimento”, afirma a idealizadora.

A plataforma funcionará como uma rede digital colaborativa, conectando mulheres viajantes a prestadoras de serviços locais, majoritariamente mulheres, como guias, motoristas, fotógrafas, artesãs e anfitriãs. Os roteiros são curados de forma coletiva, com indicações locais, validação técnica e avaliações contínuas pelas usuárias, garantindo um ambiente de confiança.

Leia Também:  Indígenas e ativistas marcham em Belém durante a COP30

Além de ampliar a segurança para viajantes solo, a solução abrange mulheres que viajam com filhos — incluindo crianças com necessidades específicas — e com pets. A plataforma inclui mecanismos como pagamentos diretos, tecnologias de detecção de comportamentos suspeitos, canal de denúncias e suporte contínuo. As prestadoras passam por verificação em múltiplos níveis, incluindo análise documental, checagem de antecedentes e, em alguns casos, visitas presenciais.

O projeto visa não apenas facilitar viagens mais tranquilas, mas também fortalecer economicamente empreendedoras locais, promovendo visibilidade e profissionalização. Segundo dados mencionados, o turismo representa cerca de 7,8% do PIB brasileiro, e há uma demanda crescente por experiências personalizadas e seguras para mulheres, em meio ao aumento das viagens solo femininas.

Com lançamento previsto para este ano, a fase inicial focará na validação da proposta e parcerias locais no Distrito Federal, com expansão gradual para outras regiões do Brasil e, futuramente, internacional. A expectativa é consolidar uma rede global de apoio entre mulheres viajantes, transformando vulnerabilidades em autonomia coletiva.

Leia Também:  55% dizem acreditar que ministros do STF estão envolvidos no caso do Banco Master, indica Datafolha

Com informações da FAPDF

Compartilhe essa Notícia

publicidade

Expresão Local
Resumo sobre Privacidade

Este site usa cookies para que possamos fornecer a você a melhor experiência de usuário possível. As informações dos cookies são armazenadas no seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você acha mais interessantes e úteis.

Saiba mais lendo nossa Política de Privacidade