O presidente reeleito da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), repetiu nesta sexta-feira, 6, que, na hipótese de inexistência da política de valorização com ganho real do salário mínimo, o piso nacional estaria em cerca de R$ 900 atualmente, e não em R$ 1.621,00. O cálculo foi citado durante a campanha eleitoral e repetido nesta sexta em pronunciamento na reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).
Lula também falou da relação com o Legislativo e disse que no terceiro mandato houve “sucesso”, mesmo com um “Congresso teoricamente adverso”.
Ele também disse que a imprensa brasileira prefere “criticar do que elogiar” e pediu que o governo investigue propaganda que teria sido veiculada na TV Globo. O conteúdo teria citado que 7 milhões de crianças estariam passando fome no Brasil.
Lula também disse que poucos países do mundo têm perspectiva de futuro no curto, médio e longo prazo no planejamento econômico. O Brasil seria um desses países.
O presidente citou a China, mas disse que o país asiático não seria comparável com Brasil, já que a China “não tem jornal, sindicato e partido de oposição”.
Lula voltou a falar que conseguiu aprovar uma série de propostas de uma agenda econômica ao longo de seu terceiro mandato, mesmo com um “Congresso teoricamente adverso”. Para o quarto mandato, citou o ex-presidente Juscelino Kubitschek.
“O Juscelino dizia em fazer 50 anos em cinco. Eu quero, nos próximos quatro anos, tirar o Brasil do estágio de país em desenvolvimento para se tornar um país desenvolvido”, afirmou o presidente.
Lula também disse que, no próximo mandato, será um “fiscal” das políticas de governo. Afirmou que vai “ser fiscal do cumprimento de cada coisa, quero saber data de entrega”, agregando a cobrança que normalmente é feita pelo ministro chefe da Casa Civil – atualmente a ministra Miriam Belchior.
Estadão Conteudo








