Imóvel atribuído a Jaques Wagner tem mais de 200 m² em prédio com piscina e spa

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Imóvel atribuído a Jaques Wagner tem mais de 200 m² em prédio com piscina e spa

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LÍVIA GOULART
FOLHAPRESS

Apartamentos de até 203 m² com suítes, três piscinas, espaço para massagem, spa aquecido e quadra de tênis. É nesse empreendimento de alto padrão que fica o imóvel citado pela PF (Polícia Federal) na investigação que apura suspeitas de repasses do Banco Master ao senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado.

Segundo a PF, a unidade foi adquirida formalmente pela empresa Epítome S.A., abastecida com recursos de fundos ligados ao Master, de Daniel Vorcaro, e os investigadores suspeitam que o parlamentar seria o dono de fato.

Avaliado em cerca de R$ 2,5 milhões, o apartamento faz parte do complexo Poème Horto, no bairro Horto Florestal, um dos mais valorizados de Salvador. A única torre tem 36 pavimentos e dois apartamentos por andar.

O site da empresa Moura Dubeux, responsável pelo empreendimento, indica que o local está 45% construído, com previsão de entrega para setembro de 2026.

No 17º andar, o imóvel atribuído ao parlamentar tem 203,91 m², com opções para três ou quatro suítes. Essas unidades têm dois closets, dois banheiros com dois chuveiros e duas cubas, sala e cozinha amplas e varanda com espaço para 10 pessoas, segundo o prospecto do projeto.

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Na área externa há espaços para animais de estimação, bicicletário, quadra de tênis e poliesportiva e academia.

A investigação teve início a partir da análise de material apreendido com Augusto Lima, ex-sócio do Master, que resultou em uma nova fase da Operação Compliance Zero, na manhã desta quinta-feira (18).

A apuração mostra que o senador fez viagens em um jatinho de Lima, que também foi alvo de buscas. Jaques recebeu dele ingressos de 63 mil reais para um show na Califórnia, nos Estados Unidos. Os bilhetes foram pagos pela Reag, empresa central no esquema de fraude bilionário organizado por Vorcaro.

Além disso, a PF investiga suspeitas de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

Também há suspeitas de que o petista recebeu pagamentos por meio da empresa de Bonnie Bonilha, esposa do enteado do senador, por meio de consultoria.

Jaques é a primeira pessoa próxima ao presidente Lula (PT) investigada na operação do Master. Em fases anteriores, também foi investigado o senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro do governo Jair Bolsonaro (PL).

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