Congresso enterra CPIs, mas pelo menos 15 investigações ainda apuram o caso Master; veja quais

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Congresso enterra CPIs, mas pelo menos 15 investigações ainda apuram o caso Master; veja quais

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O Congresso Nacional enterrou duas CPIs que investigavam o caso Master: a do INSS e a do Crime Organizado, além de ter evitado a implementação de uma comissão específica sobre o assunto.

Ainda assim, pelo menos outras 15 frentes de investigação continuam se debruçando sobre o esquema em diversos órgãos, como a Polícia Federal, Tribunal de Contas da União (TCU), Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

Na Polícia Federal, os inquéritos abertos apuram a atuação do banqueiro Daniel Vorcaro, desde as fraudes financeiras que envolveram o Banco de Brasília (BRB), lavagem de dinheiro, até as ameaças que ele teria feito a jornalistas que o levaram à prisão preventiva.

Todos esses casos estão sob a relatoria do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que assumiu a relatoria após as pressões sobre o ministro Dias Toffoli, que vendeu sua participação no resort de luxo Tayayá para um fundo ligado ao cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro.

Vorcaro está preso desde a deflagração da 3ª Fase da Operação Compliance Zero, no dia 4 de março deste ano e agora negocia um acordo de delação premiada.

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Na CGU, há um processo que se desdobra em duas frentes. A primeira apura a conduta dos servidores do Banco Central Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, que podem até ser expulsos do serviço público. Outra investiga o papel das empresas que podem ter corrompido esses funcionários, e agora podem ser penalizadas com o pagamento de multas.

No TCU, o principal processo apura a atuação do Banco Central na liquidação do Master. Ele foi suspenso pelo ministro Jhonatan de Jesus, mas ainda será reaberto.

Na Corte, também há outros quatro processos em andamento, com o próprio Jesus e também com os ministros Bruno Dantas, sobre o risco de federalização do BRB, e Antonio Anastasia, sobre o uso de imóveis públicos dados como garantia para operações de empréstimos ao governo do Distrito Federal – que precisa fazer aportes no banco.

A CVM concluiu relatório e recomendações de um grupo de trabalho interno para apurar a atuação do órgão no caso Master. Além disso, há uma série de processos administrativos sancionadores em análise, incluindo não só o Master como a gestora Reag, ligada ao banco e investigada no caso.

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Estadão Conteúdo

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