Ciro Gomes cita Caiado e Renan Santos como possibilidades de voto e ignora Flávio Bolsonaro

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Ciro Gomes cita Caiado e Renan Santos como possibilidades de voto e ignora Flávio Bolsonaro

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CURITIBA, PR (FOLHAPRESS)

O ex-ministro Ciro Gomes (PSDB), pré-candidato ao Governo do Ceará, afirmou neste sábado (18) que o PSDB ainda não definiu quem deve apoiar para a Presidência da República, mas antecipou que enxergava os nomes de Ronaldo Caiado (PSD) e de Renan Santos (Missão) como possibilidades de voto.

Embora os tucanos estejam articulando uma aliança com o PL, o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato da sigla ao Planalto, não foi mencionado.

A declaração de Ciro foi dada em entrevista ao Portal News Cariri.

“O Aécio Neves [deputado federal pelo PSDB] resolveu que não era mais candidato [ao Planalto], mas ainda não abriu a conversa com o presidente do partido do que vai ser o rumo do PSDB. Nós, eu e o Tasso Jereissati, estamos trocando ideias. Eu, por exemplo, me dou muito com o Ronaldo Caiado e votaria nele sem nenhuma dificuldade”, disse Ciro.

“[Também] estou acompanhando essa novidade que apareceu, que é o Renan Santos. Me parece uma pessoa que, a despeito de jovem e tal, está falando coisas muito verdadeiras, embora aqui e ali tenham exageros. Enfim, é uma possibilidade, mas nós vamos ter que fazer isso juntos. E, em qualquer circunstância, a eleição do Ceará é ao redor do assunto Ceará, saúde do Ceará, segurança do Ceará”, continuou ele.

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Ciro também disse que há posições diferentes dentro do seu grupo político, mas que as divergências não seriam um problema.

“Por exemplo, hoje o nosso senador [pré-candidato a senador e deputado estadual do PL] Alcides [Fernandes] vota no Bolsonaro, no Flávio Bolsonaro. Mauro Benevides [deputado federal pelo União Brasil], que coordena o meu programa de governo, é vice-líder do Lula, vota no Lula. E está tudo certo, não tem problema nenhum”, afirmou o ex-ministro.

No Ceará, a possibilidade de apoio do PL à candidatura de Ciro Gomes ao governo estadual acabou sendo o pivô de um atrito entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro.

No vídeo no qual disse ter sido matratada pelo enteado, Michelle rejeita a aliança e lembra dos ataques feitos a Bolsonaro por Ciro Gomes em eleições anteriores. O ex-senador disputou as duas últimas eleições presidenciais -2018 e 2022- filiado ao PDT e já foi ministro de Lula entre 2003 e 2006, embora tenha rompido com o PT nos últimos anos.

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