O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (16/9) que as igrejas evangélicas tratam as mulheres em igualdade de condições, apontando esse fator como uma das razões para a expansão do segmento religioso no país.
A declaração ocorreu durante encontro com pastores e lideranças religiosas no Palácio do Planalto. Ao traçar um paralelo com o catolicismo, o presidente avaliou que a Igreja Católica enfrentará dificuldades enquanto proibir o sacerdócio feminino e mantiver a exigência do celibato.
“As mulheres são tratadas em igualdade de condições. A mulher pode ser o que ela quiser”, afirmou Lula durante a reunião, que reuniu integrantes da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, representantes estrangeiros dos Estados Unidos e de Cuba, além de convidados de diferentes denominações.
O evento teve a participação da primeira-dama Janja Lula da Silva, do ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, e do pastor Kleber Lucas. No fim de agosto, o grupo da Frente de Evangélicos havia formalizado apoio à reeleição do petista.
No encontro, Lula também relatou que, nos primeiros anos de fundação do PT, usava símbolos cristãos para responder a críticas políticas. Ele explicava o vermelho da bandeira partidária com referência ao sangue de Cristo, justificava a própria barba dizendo que Jesus também era barbudo e recorria aos grandes navegadores para justificar a estrela.
O presidente ainda rejeitou a realização de atos eleitorais em templos e declarou que faz campanha nas ruas, mas nunca dentro de igrejas. Por fim, Lula criticou a inação de governantes globais diante de guerras atuais, tema que prometeu levar ao seu discurso na Assembleia Geral da ONU, em Nova York.







