JOÃO PEDRO PITOMBO
FOLHAPRESS
Candidato derrotado na disputa pelo Governo da Bahia, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) declarou seu apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República no segundo turno.
O apoio foi anunciado nesta quarta-feira (7), em Brasília, em um pronunciamento ao lado do presidenciável, que disputa o segundo turno contra o presidente Lula (PT). Na ocasião, ACM Neto afirmou que o partido, do qual é vice-presidente nacional, fechou questão em torno do apoio ao senador.
“Precisamos mudar o nosso país. Esse compromisso em mudar o Brasil é o que faz com que a gente esteja aqui, empenhado e confiante. Se Deus quiser, vamos à vitória no dia 25 de outubro”, disse.
A federação União Brasil-PP já havia anunciado na terça-feira (6) apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial.
ACM Neto prometeu mobilizar suas bases e seu grupo político na Bahia, quarto maior colégio eleitoral do país, para ajudar na campanha de Flávio. Prefeitos aliados, deputados federais eleitos e candidatos que disputaram o primeiro turno devem participar da mobilização.
O posicionamento do ex-prefeito de Salvador contrasta com a posição adotada por ele em 2022, quando foi ao segundo turno na disputa pelo governo baiano e permaneceu neutro em relação à eleição nacional. Quatro anos antes, ele havia apoiado Jair Bolsonaro, então no PSL, no segundo turno.
Ambos se afastaram durante a pandemia da Covid-19, quando o então prefeito de Salvador fez críticas públicas a Bolsonaro por decisões tomadas no enfrentamento da crise sanitária. Desde o ano passado, contudo, retomou as pontes com o PL, que faz parte de seu arco de alianças na eleição deste ano.
No domingo (4), o ex-prefeito de Salvador foi derrotado em sua segunda tentativa de chegar ao Governo da Bahia. O governador Jerônimo Rodrigues (PT) obteve 55,80% dos votos válidos, enquanto ACM Neto recebeu 43,72%.
Assim como em 2022, o PT buscou nacionalizar a disputa em busca de um voto casado em Jerônimo e no presidente Lula.
O partido também atuou para travar a expansão dos eleitores que apoiavam o petista para a Presidência da República e ACM Neto para o governo. Essa combinação de votos ganhou tração a partir das redes sociais, onde circularam conteúdos como jingles e esquetes de humor com a defesa explícita do “voto LuNeto”.
Na última semana da campanha, em Salvador, Lula ampliou os ataques ao adversário na Bahia, chamando-o de mentiroso e de “jóquei de cabrito”, em uma referência à baixa estatura do candidato.
Na campanha, ACM Neto evitou atacar Lula e mirou suas críticas no governador. Nacionalmente, declarou apoio a Ronaldo Caiado (PSD), mas sem fazer campanha ostensiva para o aliado.









