Rubio pede que países combatam violência política de esquerda, repetindo retórica eleitoral

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Rubio pede que países combatam violência política de esquerda, repetindo retórica eleitoral

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O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, convocou nesta quinta-feira, 16, líderes de mais de 60 países para participar do mais recente esforço do governo Trump para conter o que chama de terrorismo político “de esquerda”, um tema emblemático para os republicanos às vésperas das eleições de meio de mandato.

Com afirmações generalizadas sobre um “alarmante aumento” da violência política por parte da esquerda, Rubio e outros funcionários pintaram um cenário sombrio do futuro caso não se derrote os “comunistas e marxistas” que perpetrariam esses supostos atos. Ele instou os presentes, em sua maioria de países europeus e latino-americanos, a se unirem para tratar do tema, que, segundo ele, tem sido um “ponto cego” da doutrina antiterrorista.

“Muitas pessoas em posições de poder têm repetidamente minimizado atos de violência e até de terrorismo como formas legítimas de expressão política, desde que servissem a uma causa de esquerda”, disse Rubio em suas declarações de abertura. “Uma bomba colocada por um grupo neonazista é um ato nefasto e vil. É. Mas uma bomba colocada por um revolucionário marxista; bem, isso é apenas um excesso trágico de idealismo.”

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O presidente americano Donald Trump e seus aliados têm usado uma retórica dura contra a extrema esquerda durante a campanha para as eleições legislativas de novembro. Trump afirmou que a ala esquerdista em ascensão do Partido Democrata é formada por comunistas que querem “destruir completamente o modo de vida tradicional americano” e até participar de assassinatos.

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, também apontou o comunismo como uma guinada política “algo que não vimos nos Estados Unidos”. O presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson denunciou “candidatos radicais” que seriam “marxistas autodeclarados, que se identificam como tais”.

Estadão Conteúdo

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