Chefe do Tribunal Penal Internacional é suspenso após investigação sobre abuso sexual

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Chefe do Tribunal Penal Internacional é suspenso após investigação sobre abuso sexual

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

O procurador-chefe do Tribunal Penal Internacional (TPI), Karim Khan, foi afastado de suas funções nesta segunda-feira (8), após uma investigação sobre denúncias de abuso sexual contra ele.

Uma pessoa a par da decisão afirmou à agência de notícias Reuters que o gabinete do órgão diretivo do tribunal considerou que Khan cometeu uma falta grave. O grupo realizou uma investigação de 18 meses sobre acusações de que ele teria tido relações sexuais não consensuais com uma advogada em seu escritório.

Khan sempre negou as acusações. O órgão diretivo do TPI enviará sua conclusão a todos seus 125 Estados-membros, que deverão submeter a possível destituição de Khan do cargo a uma votação em data posterior.

Em agosto do último ano, o jornal britânico The Guardian publicou que uma segunda mulher apresentou uma denúncia de assédio sexual contra Khan.

A identidade dela não foi revelada pelo jornal, sob a justificativa de medo de represália e possíveis consequências para ela e sua família. A mulher afirma que o britânico a teria pressionado a ter relações sexuais quando os dois trabalharam juntos, em 2009. Naquela época, Khan já era advogado de defesa no TPI e em outros tribunais em Haia.

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Khan, que nega categoricamente as acusações, já havia se afastado do TPI em maio de 2025 em meio a uma investigação das Nações Unidas por abusos sexuais feita por uma mulher que trabalhou com ele na corte internacional —caso que levou à sua suspensão nesta segunda-feira.

A segunda denúncia também foi apresentada ao órgão de fiscalização da ONU que conduz as investigações, segundo o jornal, mas não estava diretamente conectada com a primeira denúncia, que teria ocorrido anos depois.

De acordo com o The Guardian, os investigadores realizaram entrevistas para investigar as afirmações da mulher. Na época, a suposta vítima tinha 20 anos e fazia um estágio não remunerado com Khan. Ela diz que o advogado abusou de seu poder sobre ela.

Segundo o jornal, a mulher decidiu se manifestar depois de ler sobre as acusações feitas contra Khan pela funcionária do TPI. Apesar de terem ocorrido em épocas diferentes, os relatos têm semelhanças, afirma a publicação.

O procurador não se pronunciou até a publicação deste texto.

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