Congresso dos EUA aprova texto simbólico sobre retirada de tropas mobilizadas contra Irã

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Congresso dos EUA aprova texto simbólico sobre retirada de tropas mobilizadas contra Irã

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O Senado dos Estados Unidos aprovou, nesta terça-feira (23), uma resolução determinando a retirada das forças americanas do conflito com o Irã, o que representou um revés simbólico para o presidente Donald Trump, uma vez que o texto não terá força de lei.

A resolução foi aprovada por 50 votos a favor e 48 contra. O texto já havia sido aprovado anteriormente na Câmara dos Representantes.

A medida é uma “resolução concorrente”, o que significa que não será encaminhada para sanção ou veto presidencial e, portanto, não tem força legal.

No começo do mês, durante sua tramitação na Câmara, Trump já tinha criticado o que chamou de uma votação “antipatriótica” por parte da oposição democrata e dos quatro legisladores republicanos que se juntaram a ela.

Os democratas “prefeririam ver nosso país fracassar antes de me conceder uma nova vitória, entre tantas outras”, disse na ocasião.

A oposição tentava desde praticamente o início da guerra restringir os poderes militares de Trump.

Segundo a Constituição americana, apenas o Congresso tem faculdades para declarar guerra.

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Embora a legislação permita ao presidente desencadear hostilidades para responder uma ameaça iminente, exige que ele obtenha a autorização do Congresso no prazo de 60 dias.

No começo de maio, Trump ignorou este limite, alegando que o conflito, iniciado em 28 de fevereiro por ataques americanos e israelenses, tinha terminado devido ao cessar-fogo em vigor.

Os democratas impugnam este argumento e respondem que forças americanas seguem mobilizadas no teatro de guerra.

“Os americanos pagaram o preço pela histórica pisada na bola de Trump no Irã”, disse momentos antes da votação o líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer.

“Trump nunca, nunca deveria ter começado” esta guerra, acrescentou.

O magnata republicano assegura que com seus ataques impediu o Irã de obter uma arma nuclear.

© Agence France-Presse

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