Escolas da Bahia e do Pará vencem prêmio nacional de sustentabilidade

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Escolas da Bahia e do Pará vencem prêmio nacional de sustentabilidade

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A 4ª edição do Prêmio Escolas Sustentáveis reconheceu projetos desenvolvidos por professores e estudantes da educação básica em diferentes regiões do país. Os vencedores foram anunciados nesta quinta-feira (17), em cerimônia realizada em Salvador (BA), e agora seguem para a etapa internacional, na Cidade do México, em 2 de dezembro.

Na categoria que reúne projetos da educação infantil até os primeiros anos do ensino fundamental, a vencedora foi a Casa da Infância, em Salvador. A escola privada desenvolve o projeto Infância, Sustentabilidade e Cidades Educadoras, um intercâmbio educativo e sustentável entre quatro escolas do Brasil e da Colômbia.

A iniciativa envolve estudantes, educadores e comunidades em ações como coleta de resíduos nos bairros próximos da escola, compostagem, hortas escolares, reaproveitamento de materiais e mapeamento da biodiversidade. O trabalho articula educação ambiental, gestão de resíduos e consumo responsável por meio de atividades e trocas de experiências entre escolas com características diversas, localizadas em áreas urbanas e rurais. As ações incluem encontros presenciais e virtuais, além da troca de cartas e conteúdos em português, espanhol e inglês.

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Segundo a gestora da Casa da Infância, Marília Dourado, o projeto ampliou o diálogo entre realidades diferentes e o repertório das crianças. Ela afirmou que a iniciativa também promoveu imersões na Caatinga, na Mata Atlântica e em comunidades tradicionais, além da participação em seminários internacionais e visitas entre as escolas participantes. A instituição diz que cerca de 2 mil pessoas foram impactadas.

Na categoria voltada aos anos finais do ensino fundamental, ensino médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA), o projeto premiado foi o EcoLuz Trap – Tecnologia de Baixo Custo contra Vetores de Doenças na Amazônia, desenvolvido por estudantes do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA), Campus Marabá Industrial, em Marabá (PA).

Os alunos criaram uma armadilha luminosa de baixo custo para reduzir a presença de mosquitos vetores de doenças, sem uso de inseticidas. A tecnologia utiliza materiais reaproveitados, como latas, fios e componentes eletrônicos, o que, segundo o projeto, torna a solução acessível e replicável. O professor Ríguel Contente, responsável pela iniciativa, relatou que a proposta nasceu a partir de conversas em sala de aula sobre o impacto dos mosquitos nas casas dos estudantes.

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Depois do diagnóstico do problema, os alunos passaram pela construção dos protótipos, testes com diferentes cores de LED e registro dos insetos capturados. A estrutura externa da armadilha é feita com uma lata de leite, tela, tampas de garrafa, fonte 12 volts de aparelhos descartados, além de um pequeno ventilador e lâmpadas. O professor destacou ainda que o projeto aproximou os estudantes de áreas como ciência, tecnologia, sustentabilidade, estatística e zoologia, e que os resultados foram apresentados em congressos e feiras. A instituição informa que a proposta alcançou cerca de 3,5 mil pessoas.

Ao todo, dez projetos foram finalistas desta edição do prêmio, aberto a escolas públicas e privadas. Além do reconhecimento, as escolas campeãs recebem premiação em dinheiro. O Prêmio Escolas Sustentáveis é uma iniciativa da Fundação Santillana, da Santillana e da Organização de Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OIE).

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