AGU cobra de Discord correção falhas na segurança de crianças após pedido de Janja

agu-cobra-de-discord-correcao-falhas-na-seguranca-de-criancas-apos-pedido-de-janja
AGU cobra de Discord correção falhas na segurança de crianças após pedido de Janja

publicidade

MARIANA BRASIL
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)

A AGU (Advocacia-Geral da União) cobrou da plataforma Discord que corrija falhas na segurança e proteção de crianças na plataforma, um dia depois de a primeira-dama da República, Janja Lula da Silva, ter pedido a derrubada do canal no Brasil.

O órgão se reuniu com representantes da empresa nesta sexta-feira (7) para tratar de falhas identificadas pelo governo federal nos mecanismos de verificação de idade e de proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital da plataforma.

Na véspera, Janja solicitou aos ministros, em evento no Palácio do Planalto, que tomassem providências contra a plataforma, incluindo a retirada “imediata” do país. O pedido foi feito em razão do caso revelado na última semana de que o Discord teria transmitido a automutilação e suicídio de uma jovem de 13 anos.

No evento, o AGU, Jorge Messias, pediu que o Ministério da Justiça enviasse os documentos. As falas foram feitas durante a sanção de uma lei em reforço à proteção às crianças pelo presidente Lula (PT).

Agora, a AGU cobrou formalmente do Discord a adoção de providências concretas, capazes de assegurar o cumprimento da legislação brasileira sobre o tema e de conferir efetividade aos mecanismos de verificação de idade, prevenção de riscos, identificação de situações de vulnerabilidade e proteção de usuários menores de idade.

Leia Também:  Focus: déficit primário do setor público em 2025 segue em 0,50% do PIB

O caso ao qual Janja se referiu ocorreu em Mato Grosso do Sul. A polícia realizou na terça (4) uma operação contra o grupo de jovens suspeitos de terem participado do aliciamento da adolescente.

Ficou acordado que o Discord apresentará à AGU, em prazo que não foi divulgado, uma proposta concreta de medidas, procedimentos e mecanismos que corrijam as falhas identificadas e assegurem o cumprimento das obrigações legais de proteção.

A partir da análise das medidas apresentadas pela empresa, a AGU avaliará a possibilidade de avançar na construção de um Termo de Ajustamento de Conduta, com compromissos, obrigações e prazos destinados à adequação da plataforma às exigências da legislação brasileira.

“As falhas foram apontadas em relatório da Secretaria Nacional de Direitos Digitais do Ministério da Justiça e Segurança Pública e suscitaram preocupações quanto à efetividade das medidas adotadas pelo Discord para prevenir o acesso e a exposição de crianças e adolescentes a situações de risco no ambiente digital”, diz comunicado da AGU.

Caso a plataforma não adote providências consideradas suficientes para sanar as irregularidades e garantir a proteção exigida pela lei, a AGU poderá adotar as medidas judiciais pertinentes, como o eventual ajuizamento de uma Ação Civil Pública.

Leia Também:  Câmara aprova regras para reforma tributária com comitê gestor e não poupa bebidas açucaradas

“A gente precisa bloquear o Discord no Brasil de qualquer forma. A gente precisa encontrar instrumentos para isso acontecer”, disse a primeira-dama na quinta (6). “A gente precisa atuar junto ao Judiciário para tirar essa rede horrorosa do ar, que não é [horrorosa] só com crianças e adolescentes, é principalmente também com mulheres.”

Após a fala da primeira-dama, a reportagem buscou a plataforma para se manifestar. O Discord retornou ao pedido nesta sexta, após o comunicado da AGU. Em nota, a plataforma disse ter compromisso com a segurança dos usuários e ter equipes dedicadas a remover conteúdos que violem as políticas de proteção.

“O Discord não tolera grupos ou indivíduos que promovem ou incentivam a violência e estamos cooperando com as autoridades policiais na investigação deste grave caso”, diz em nota. “O Discord mantém um diálogo contínuo com as autoridades brasileiras, incluindo o Ministério da Justiça, e tem reportado indivíduos às autoridades policiais brasileiras, contribuindo para operações que resultaram em prisões.”

Compartilhe essa Notícia

publicidade

Expresão Local
Resumo sobre Privacidade

Este site usa cookies para que possamos fornecer a você a melhor experiência de usuário possível. As informações dos cookies são armazenadas no seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você acha mais interessantes e úteis.

Saiba mais lendo nossa Política de Privacidade