Acordo UE-Mercosul é exemplo em tempos de instabilidade e governo quer acelerar trâmite, diz Alckmin

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Acordo UE-Mercosul é exemplo em tempos de instabilidade e governo quer acelerar trâmite, diz Alckmin

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MARCOS HERMANSON
FOLHAPRESS

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou nesta quinta-feira (22) que o acordo de livre comércio do Mercosul com a União Europeia é um exemplo para o mundo em tempos de instabilidade, e que o governo federal quer acelerar sua aprovação no Congresso Nacional, de forma a ‘ajudar’ a Comissão Europeia.

Ele classificou o congelamento e revisão judicial determinados na última quarta pelos europeus como um ‘percalço’ que será superado. Segundo o vice-presidente, o objetivo do governo é que a Comissão Europeia determine a vigência provisória enquanto o acordo é discutido na Justiça.

“A decisão do governo é de acelerar o processo. O presidente [Lula] deve encaminhar ao Congresso a proposta para adesão ao acordo e isso ajudará a Comissão Europeia para que haja uma vigência provisória enquanto há uma discussão na área judicial”, disse Alckmin.

Como relatou a Folha, antes mesmo da decisão do Parlamento Europeu pela revisão jurídica do acordo, o governo Lula já havia decidido dar prioridade à aprovação do tratado no Congresso Nacional, de forma a botar pressão sobre os europeus.

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Um encontro no Planalto na última terça-feira (20) serviu para estabelecer o fluxo de trabalho das próximas etapas e mobilizar os órgãos envolvidos para acelerar os trâmites.

A previsão, de acordo com um interlocutor, é que nas próximas semanas o governo termine a revisão do texto em português e ele chegue na Casa Civil. Depois disso, será encaminhado para avaliação dos parlamentares.

Na entrevista desta quinta-feira, o vice-presidente também afirmou que o acordo “aproxima os povos”: “É um grande exemplo de que, pelo diálogo, pelo entendimento, você pode abrir mercado, fortalecer o multilateralismo, estimular investimentos recíprocos, ter ganho na sustentabilidade”.

Assinado no último sábado (17) por representantes do Mercosul e por Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, o acordo de livre comércio cria o maior mercado do gênero no mundo, com 722 milhões de consumidores.

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