Como um influenciador paraibano pode ter dado a Bolsonaro a ideia de romper a tornozeleira

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Como um influenciador paraibano pode ter dado a Bolsonaro a ideia de romper a tornozeleira

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Por Marcondes Brito
O Norte Online, parceiro do Jornal de Brasilia na Paraíba

Quem sabe Jair Bolsonaro não tenha se lembrado, mesmo que involuntariamente, do episódio vivido por um influenciador paraibano quando decidiu aproximar um ferro de solda da própria tornozeleira eletrônica. No início de abril, conforme O Norte Online publicou, Marinaldo Adriano – investigado pelos atos de 8 de janeiro – apareceu sem o equipamento e apresentou uma justificativa que viralizou: calor, aperto, dor nas costas e até muriçocas teriam contribuído para o rompimento do dispositivo.

Agora, Bolsonaro surge com sua própria versão excêntrica. Em depoimento à Polícia Federal, afirmou que tentou abrir a tornozeleira por “curiosidade” para ver como era por dentro. O sistema registrou a violação às 00h08 deste sábado (22), e a prisão preventiva foi decretada horas depois pelo ministro Alexandre de Moraes.

As histórias são diferentes, mas revelam o mesmo fenômeno: a criatividade com que alguns investigados tratam uma medida judicial obrigatória.

O que diz a lei

A tornozeleira eletrônica é uma medida cautelar que não admite flexibilização.
Romper, cortar ou adulterar o equipamento:

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viola a decisão judicial,

autoriza prisão preventiva imediata,

e pode configurar dano ao patrimônio público.

Na prática, para o Judiciário, não há dúvida: violar a tornozeleira significa tentativa de fuga – independentemente de a justificativa envolver “muriçocas” ou um “teste com ferro de solda”.

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