Trump acusa governador de Minnesota de insurreição após morte de homem em abordagem

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Trump acusa governador de Minnesota de insurreição após morte de homem em abordagem

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ISABELLA MENON
WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou o governador de Minnesota, Tim Walz, e o prefeito de Minneapolis, Jacob Fray, de insurreição após a morte de um homem de 37 anos por agentes do ICE, polícia de imigração do governo federal, neste sábado (24). De acordo com autoridades de Minneapolis, a vítima é um americano, branco, sem histórico de violência.

“O prefeito e o governador estão incitando a insurreição com sua retórica pomposa, perigosa e arrogante.

Em vez disso, esses tolos políticos hipócritas deveriam estar procurando os bilhões de dólares que foram roubados do povo de Minnesota e dos Estados Unidos da América”, disse Trump, que completou, em publicação na rede Truth Social, em letras maiúsculas: “DEIXEM NOSSOS PATRIOTAS DO ICE FAZEREM SEU TRABALHO!”

Trump publicou a suposta arma que o homem carregava e insinua que a vítima se tratava de uma ameaça para a segurança pública. “Esta é a arma do homem que recebeu os tiros, carregada e pronta para uso. O que isso significa?”, disse o republicano.

Mais uma vez, o presidente criticou Walz, que concorreu na chapa de Kamala Harris como vice-presidente em 2024, e o prefeito Frey, ambos democratas. O presidente costuma criticar os políticos da região por motivos de segurança, imigração, gestão local e supostos casos de corrupção, usando eventos específicos para reforçar seu discurso de que líderes democratas são fracos e coniventes com crimes ou desordem.

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“Onde está a polícia local? Por que eles não foram autorizados a proteger os agentes do ICE? O prefeito e o governador mandaram eles se afastar? Alegam que muitos desses policiais não foram autorizados a fazer o trabalho deles, que o ICE teve de se proteger sozinho —algo que não é fácil!”, diz o republicano, que afirmou que foram roubados bilhões de dólares do estado.

“Estamos lá por causa de uma fraude monetária em grande escala e criminosos ilegais que foram permitidos entrar no estado por meio da política de fronteira aberta dos democratas”, diz Trump após pedidos do governador e prefeito de Minneapolis terem solicitado a saída do ICE da região.

O estado do Minnesota registra constantes protestos desde o início de janeiro, quando Renee Good, 37, foi morta por um agente do ICE. Em resposta às manifestações, Trump já ameaçou de usar Lei de Insurreição, um obscuro dispositivo legal com mais de 200 anos, para conter os protestos em Minneapolis.

“Se os políticos corruptos de Minnesota não obedecerem à lei e impedirem que agitadores profissionais e insurgentes ataquem os Patriotas do ICE, que estão apenas tentando fazer seu trabalho, eu instituirei a LEI DA INSURREIÇÃO”, disse Trump, no dia 15 de janeiro.

Criada em 1807, a legislação permite ao presidente empregar soldados das Forças Armadas em situações em que distúrbios civis ultrapassem a capacidade das autoridades locais de manter a ordem. A legislação foi usada pela Casa Branca durante a Guerra Civil e, nos anos 1960, para impor o fim da segregação racial.

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A última aplicação ocorreu em 1992, durante os protestos antirracismo em Los Angeles. Eles deixaram 63 mortos e milhares de feridos.

O governador Walz, em entrevista a jornalistas na tarde deste sábado, criticou a ação da polícia federal no estado. “Eles mataram um homem, criaram um caos, derrubam os manifestantes, jogaram gás indiscriminadamente e depois sobra a nós limpar a bagunça”, diz.

O governador disse que já conversou duas vezes com autoridades da Casa Branca após o tiroteio, em que pediu para o chefe de gabinete do presidente para que agentes do ICE sejam retirados do estado. Na segunda, foi para claro que o estado vai investigar a morte do homem.

Walz foi questionado se ele descarta a versão da Casa Branca, de que o homem seria uma ameaça a agentes federais. O governador democrata disse que descarta conclusões rápidas, como a da Casa Branca, que em menos de uma hora após a morte do homem já havia se pronunciando condenando ele.

“É preciso ter uma investigação justa. O vídeo pode mostrar uma coisa, mas eles já encerraram o caso. Provavelmente há diferentes ângulos. Eles nos dizem para não confiarmos nos nossos olhos e ouvidos.”

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