Tesouro Direto suspende negociação na abertura do mercado para conter forte volatilidade de títulos

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Tesouro Direto suspende negociação na abertura do mercado para conter forte volatilidade de títulos

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JÚLIA MOURA E MATHEUS DOS SANTOS
FOLHAPRESS

O Tesouro Direto ficou fora do ar até as 11h15 desta segunda-feira (23). A suspensão, que partiu do próprio Tesouro, e foi iniciada logo após a abertura do mercado, buscou conter a volatilidade do mercado de títulos para pessoas físicas.

Apenas a LFT (Letra Financeira do Tesouro), conhecida como Tesouro Selic, continuou disponível para negociação o tempo todo. Os leilões de dívida pública do Tesouro Nacional, por sua vez, não foram afetados.

Nesta sessão, os juros, dólar e petróleo registram queda após sinalização de trégua no conflito entre Estados Unidos e Irã por parte do presidente Donald Trump.

Por volta das 13h, na curva de juros, o contrato para janeiro de 2028 recua de 14,122% do ajuste da sessão anterior para 13,900% (queda de 22 pontos-base). Ou seja, o mercado espera juros menores em dois anos. Já para janeiro de 2035, o recuo é de 19 pontos-base, passando de 14,040% para 13,850%.

Na segunda-feira passada (16), o Tesouro Nacional recomprou R$ 12,1 bilhões em títulos prefixados e R$ 15,4 bilhões em títulos IPCA+ (indexados à inflação) após escalada nos juros futuros.

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A estratégia buscou conter a disparada das curvas de juros, quando investidores passaram a colocar na conta a possibilidade de a taxa Selic cair em um ritmo mais lento do que o esperado.

A leitura é que, com o preço do petróleo pressionado pela guerra no Irã, é possível que a inflação no Brasil sofra um repique, forçando o Copom (Comitê de Política Monetária) a adotar uma postura mais cautelosa na política de juros.

Na última quarta (18), o Copom cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano.

Apesar da turbulência provocada pela guerra no Irã, o colegiado do Banco Central confirmou o plano traçado no encontro anterior, em janeiro, quando sinalizou a intenção de iniciar a redução de juros em março. Foi a primeira queda sob a gestão de Gabriel Galípolo.

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