Temporal causa alagamentos e deixa 67 mil sem luz na Grande SP

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Temporal causa alagamentos e deixa 67 mil sem luz na Grande SP

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André Fleury Moraes
Folhapress

A chuva que atinge a capital paulista e região metropolitana nesta segunda-feira (16) de Carnaval já interrompeu o fornecimento de energia elétrica para 67 mil domicílios da Grande São Paulo.

A capital em si concentra a maior quantidade de problemas em números absolutos. Às 18h39 desta segunda eram 53,7 mil clientes no escuro, o equivalente a 0,9% do total atendido pela Enel.

Já Taboão da Serra registra a maior proporção de domicílios sem luz. Ao todo, 10,2 mil domicílios no município estão sem energia elétrica, o equivalente a 8,3% de todos os pontos instalados na cidade.

Procurada no início da noite desta segunda-feira, a Enel não se pronunciou até a publicação deste texto, que segue em atualização.

A Defesa Civil chegou a enviar alerta para chuvas na capital durante a tarde.

A capital paulista está em estado de atenção desde às 16h30 e registra ao menos quatro pontos de alagamento, segundo o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências) da Prefeitura de São Paulo.

Dois deles estão intransitáveis.

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Na zona norte, o problema ocorre em ambos os sentidos da avenida Benedito Andrade, na região de Pirituba/Jaraguá. A mesma interdição vale para a avenida Jules Rimet, no Butantã.

A avenida Cruzeiro do Sul, em Santana, registra inundação, mas está em condições de tráfego, de acordo com o CGE.

A situação também ocorre na marginal Tietê, na pista central na altura da ponte Atílio Fontana, em direção à rodovia Ayrton Senna.

Balanço divulgado pelo Corpo de Bombeiros mais cedo apontou para 20 ocorrências de quedas de árvore entre às 16h e 17h30 desta segunda-feira, além de outras duas para enchentes.

A nova rodada de interrupções no fornecimento de energia em São Paulo chegou a ser antecipada pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB) no fim do ano passado.

“Para esse período chuvoso, que vai até março, vamos continuar tendo problemas com a Enel. A gente sabe que eles não têm gente [suficiente]”, afirmou na ocasião.

O mandatário trava uma queda de braço com a Enel que se acirrou em dezembro, na esteira de um novo apagão que deixou mais de dois milhões de clientes sem energia elétrica.

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Nunes cobra da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) o rompimento do contrato com a Enel em São Paulo —a concessão é federal.

A gestão municipal chegou a enviar no fim do ano passado documentos que apontam falhas na prestação do serviço no âmbito de um procedimento aberto ainda em 2023 no TCU (Tribunal de Contas da União) para apurar as interrupções no fornecimento de energia.

Em fevereiro, a Aneel concluiu relatório no qual classificou como insatisfatório o desempenho da Enel em meio às falhas do ano passado, conclusão que deve destravar o processo de rescisão contratual.

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