SUS inicia transição para insulina glargina de ação prolongada

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SUS inicia transição para insulina glargina de ação prolongada

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O Ministério da Saúde iniciou o processo de transição do uso da insulina humana NPH para a insulina análoga glargina de ação prolongada no Sistema Único de Saúde (SUS). O projeto-piloto está sendo realizado inicialmente no Amapá, no Paraná, na Paraíba e no Distrito Federal, contemplando crianças e adolescentes de até 17 anos que vivem com diabetes tipo 1, além de idosos com 80 anos ou mais diagnosticados com diabetes tipo 1 ou 2.

A estimativa é que mais de 50 mil pessoas sejam beneficiadas nessa primeira fase. A glargina, que tem ação prolongada de até 24 horas e requer aplicação única diária, facilita a manutenção dos níveis de glicose e a rotina dos pacientes. O medicamento pode custar até R$ 250 para dois meses na rede privada, e sua ampliação no SUS alinha-se às melhores práticas internacionais.

A transição será gradual, com avaliação individual de cada paciente, e inclui treinamentos para profissionais da atenção primária à saúde nos estados selecionados. Esses treinamentos, em parceria com a Fiocruz e a Biomm, começaram em 27 de janeiro e devem se estender até meados de fevereiro, abordando o uso de canetas aplicadoras e a administração correta da insulina.

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A iniciativa resulta de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) envolvendo o laboratório Bio-Manguinhos da Fiocruz, a empresa brasileira Biomm e a chinesa Gan & Lee, com transferência de tecnologia para produção nacional. Em 2025, foram entregues mais de 6 milhões de unidades com investimento de R$ 131 milhões, e a previsão é atingir capacidade de 36 milhões de tubetes até o final de 2026 para abastecer o SUS.

Essa autonomia na produção é essencial em meio à escassez global de insulina. Além disso, o Ministério da Saúde promove outra parceria para a fabricação nacional de insulina NPH e regular, com a indiana Wockhardt, a Fundação Ezequiel Dias (Funed) e a Biomm, prevendo 8 milhões de unidades até 2026, das quais quase 2 milhões já foram entregues com R$ 142 milhões investidos.

O processo surge do Grupo de Trabalho da Insulina, criado em novembro de 2025, para aprimorar a insulinoterapia no SUS diante de restrições globais na produção de insulina. Após os primeiros meses, será feita uma avaliação para elaborar um cronograma de expansão aos demais estados. O SUS oferece assistência integral aos pacientes com diabetes, incluindo quatro tipos de insulina e medicamentos orais, com acompanhamento pela atenção primária.

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*Com informações da Agência Brasil

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