Reguladores dos EUA publicam propostas para flexibilizar normas bancárias

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Reguladores dos EUA publicam propostas para flexibilizar normas bancárias

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Os reguladores financeiros dos Estados Unidos publicaram, nesta quinta-feira (19), propostas para flexibilizar algumas das normas de capital previstas para os bancos e aplicar parcialmente um conjunto de padrões internacionais.

Esta última medida se soma a outros esforços realizados sob a administração do presidente Donald Trump para ajustar as normas bancárias de maneiras que, segundo temem os críticos, poderiam afetar a capacidade de identificar ou resistir a uma crise.

Em termos gerais, as propostas reduziriam ligeiramente os requisitos de capital para os bancos de maior dimensão.

Um dos planos divulgados tem como objetivo simplificar a forma como os grandes bancos calculam o cumprimento dos requisitos de capital, enquanto outro sugere mudanças no acréscimo de capital aplicado aos bancos maiores e mais complexos.

A medida tem como objetivo “modernizar os requisitos de capital bancário que constituem a base do marco regulatório” dos Estados Unidos, explicou Michelle Bowman, vice-presidente da Supervisão do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos), em declarações preparadas para uma reunião do conselho de reguladores nesta quinta-feira.

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“A proposta inclui desvios modestos em relação ao Acordo de Basileia de 2017”, afirmou em seus comentários.

Bowman aludia ao chamado quadro regulatório “Basileia III”, cujo objetivo foi reforçar a estabilidade do sistema bancário e que surgiu como resposta à crise financeira de 2007-2008.

“Muitos destes desvios têm apenas um efeito menor sobre o capital, mas são concebidos para abordar questões de implementação específicas dos Estados Unidos”, afirmou.

No entanto, o governador do Fed, Michael Barr —antecessor de Bowman no cargo de vice-presidente de Supervisão—, argumentou, em um comunicado separado, que as “reduções significativas nos requisitos de capital são desnecessárias e pouco prudentes”.

“As propostas apresentadas hoje, caso sejam adotadas, prejudicariam a resiliência dos bancos e do sistema financeiro dos Estados Unidos”, advertiu.

AFP

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