Reajustes no Programa Minha Casa, Minha Vida devem ser decidido na próxima semana, diz Ministro

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Reajustes no Programa Minha Casa, Minha Vida devem ser decidido na próxima semana, diz Ministro

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São Paulo, 30 – O ministro das Cidades, Jader Filho, informou que o reajuste nas faixas de renda do programa Minha Casa, Minha Vida só deve ser decidido na próxima semana. Ao Broadcast sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, o ministro mencionou que, apesar das estimativas, a equipe técnica do Ministério segue finalizando os cálculos.

“Esses ajustes são imprescindíveis porque tivemos acréscimo do salário mínimo nos últimos anos”, explica Jader Filho. Segundo ele, uma família pode ter perdido o direito de se classificar na faixa 1 pelo aumento salarial, ainda que, na prática, por fatores como a inflação, o poder aquisitivo tenha se mantido o mesmo. Daí, a necessidade de alinhamento.

O ministro comenta que, analisando o aumento do salário mínimo dos últimos anos, é possível projetar que a faixa 1, que atualmente vai de uma renda familiar mensal de até R$ 2,85 mil, possa ser ampliada para R$ 3,2 mil. A faixa 2 passaria dos atuais R$ 4,7 mil para algo em torno de R$ 5 mil. “Mas são projeções. Não há como, neste momento, definir os valores. A área técnica ainda não finalizou esses cálculos.”

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Quando a área técnica do Ministério das Cidades concluir a proposta, ela passará por consulta na Casa Civil. “Respeito muito os trâmites do governo”, destaca Jader Filho. Com o aval da Casa Civil, um ato então será publicado, passando a vigorar imediatamente. Devido a essas etapas, no entanto, não há uma estimativa de quando esse processo será concluído.

Outras alterações

Conforme mostrou o Broadcast, a administração liderada por Jader implementou uma série de modificações nas regras do Minha Casa, Minha Vida desde o início do atual governo.

O limite da Faixa 1 foi ampliado de R$ 1.800 para R$ 2.640 mensais. A Faixa 2 passou a contemplar famílias com renda entre R$ 2.640,01 e R$ 4.400, enquanto a Faixa 3 abrange rendas de R$ 4.400,01 a R$ 8.000.

O objetivo, segundo o ministro, em entrevista exclusiva, foi adequar o programa à renda real das famílias brasileiras. Entre as principais inovações estruturais, o Jader enfatizou a criação do “Novo Poupança Brasil”, voltado à classe média. A iniciativa buscou preencher uma lacuna no crédito habitacional.

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“Você tinha crédito barato para as classes mais baixas e para as pessoas muito ricas. Quem estava no meio estava completamente fora do jogo”, afirmou, ao mencionar famílias com renda entre R$ 15 mil e R$ 22 mil.

No balanço antecipado pelo Broadcast na última semana, as entregas do governo Lula, acumuladas até o dia 21 deste mês, somavam 1.373.776 habitações, considerando unidades subsidiadas e financiadas.

A projeção do ministério é terminar o mandato ao final de 2026 com duas milhões de unidades entregues, também um recorde. Até então, o maior volume havia sido registrado no primeiro governo de Dilma Rousseff, entre 2011 e 2014, com 1,8 milhão de moradias entregues e 2,8 milhões contratadas.

Estadão Conteúdo

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