Rapper Oruam vira foragido após 66 violações na tornozeleira

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Rapper Oruam vira foragido após 66 violações na tornozeleira

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A 3ª Vara Criminal do Rio de Janeiro determinou, nesta terça-feira (3), a prisão do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido artisticamente como Oruam. O cantor, que responde por tentativa de homicídio qualificado contra policiais, é considerado foragido após a Polícia Civil tentar cumprir a ordem judicial em sua residência, sem sucesso.

Oruam estava em liberdade provisória, monitorado por tornozeleira eletrônica, por força de liminar concedida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). No entanto, o STJ revogou a liminar após relatórios da Coordenação de Monitoração Eletrônica da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) registrarem sucessivas violações das condições impostas. Segundo os autos, o réu descumpriu o recolhimento domiciliar noturno em diversas ocasiões e exibiu negligência recorrente com o equipamento, incluindo períodos com o dispositivo desligado, totalizando 66 ocorrências, das quais 21 graves somente em 2026, principalmente por falta de carregamento da bateria.

O equipamento foi trocado em 9 de dezembro de 2025, na Central de Monitoração Eletrônica, e a tornozeleira anterior apresentou danos constatados em perícia, possivelmente por impacto. Oruam utiliza o monitoramento desde 30 de setembro de 2024, e as violações se intensificaram a partir de 1º de novembro de 2025. Após a troca, o novo dispositivo voltou a falhar por ausência de carregamento e permanece descarregado desde 1º de fevereiro de 2026. As infrações foram comunicadas mensalmente ao Judiciário.

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Diante das violações, o Ministério Público requereu a prisão preventiva. Inicialmente, a juíza Tula Corrêa de Mello reconheceu os descumprimentos, mas adiou a decretação da prisão devido à liminar do STJ. Com a revogação, a magistrada determinou a prisão para garantir a ordem pública e a efetividade do processo penal, considerando as medidas alternativas insuficientes.

O rapper é réu, ao lado de Willyam Matheus Vianna Rodrigues Vieira, Pablo Ricardo de Paula Silva de Morais e Victor Hugo Vieira dos Santos, por tentativa de homicídio qualificado contra o delegado Moyses Santana Gomes e o oficial Alexandre Alves Ferraz, da Polícia Civil do Rio de Janeiro. O incidente ocorreu em 22 de julho de 2025, durante operação policial na casa de Oruam para busca e apreensão de um menor envolvido em atos análogos ao tráfico de drogas e crimes patrimoniais. Nessa ocasião, o cantor e outras sete pessoas arremessaram pedras de grande peso contra as vítimas.

Oruam é filho do traficante Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, que cumpre pena em penitenciária federal.

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