GUILHERME BOTACINI
FOLHAPRESS
O maior porta-aviões do mundo, o USS Gerald Ford, dos Estado Unidos, chegou à América Latina nesta terça-feira (11), segundo a agência Reuters, citando dois funcionários do governo americano. Na manhã desta terça, a ditadura de Nicolás Maduro anunciou mobilização massiva de terrestres, aéreas e navais.
O navio de guerra se junta a uma série de outras embarcações, aeronaves e tropas mobilizadas pelo EUA em águas do Caribe e em Porto Rico, onde revitalizou uma base fechada havia 23 anos, e aumenta o grau de pressão contra o regime de Maduro.
Foram ao menos quatro missões de bombardeiros americanos na costa venezuelana desde que a crise entre os dois países se aprofundou e Washington começou a explodir lanchas supostamente ligadas a narcotraficantes na região. O recado é claro a Caracas, uma vez que os EUA acusam Maduro de liderar um cartel narcotraficante, uma acusação que o ditador rejeita.
Não se sabe ao certo o objetivo do presidente Donald Trump. Relatos na imprensa americana, sempre com citando autoridades do governo de forma anônima, dizem que várias opções estão à mesa do republicano, que já autorizou a agência de inteligência americana a agir em solo venezuelano com o objetivo de tirar Maduro do poder.
Enquanto assessores mais incisivos contra Maduro sugeririam inclusive uma invasão do país latino-americano, outras opções desenham ataques mais específicos em instalações militares com o objetivo de deplorar o apoio ao ditador, obrigando-o a deixar o poder ou fugir.
Maduro tem variado entre ordens de mobilização de tropas e pedidos de paz a Trump em suas declarações. Também tem apelado a aliados que são rivais de Washington, como a Rússia, China e Irã.
Na última sexta-feira (7), a porta-voz da chancelaria russa, Maria Zakharova, afirmou que a Rússia “está pronta para atender os apelos da Venezuela por ajuda” em caso de agravamento da crise militar na região -muito embora não esteja claro como e se Moscou e outros adversários americanos tomariam decisões do tipo, batendo de frente com Trump em uma eventual guerra aberta entre Washington e Caracas.










