Lula assina decretos para regulamentar ECA Digital e proteger crianças na internet

lula-assina-decretos-para-regulamentar-eca-digital-e-proteger-criancas-na-internet
Lula assina decretos para regulamentar ECA Digital e proteger crianças na internet

publicidade

Brasília, 18 de março de 2026 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta quarta-feira, três decretos que regulamentam o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), baseado na Lei nº 15.211/2025, aprovada por unanimidade no Congresso Nacional. A medida visa combater crimes digitais como exploração sexual, bullying e violência contra menores, com a criação de estruturas para denúncias e fiscalização.

Durante a cerimônia no Salão Nobre do Palácio do Planalto, Lula destacou que uma em cada cinco crianças e adolescentes de 12 a 17 anos no Brasil já foi vítima de exploração e abuso sexual facilitado pela tecnologia. ‘Não podemos mais pensar que liberdade não combina com proteção. O Brasil tem agora uma das legislações mais avançadas do mundo para combater crimes digitais. O que é crime no mundo real também é crime no ambiente digital’, declarou o presidente.

Um dos decretos cria o Centro Nacional de Proteção à Criança e ao Adolescente, ligado à Polícia Federal (PF), para receber denúncias de crimes digitais diretamente das plataformas. Outro estrutura a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), responsável por fiscalizar o cumprimento da lei. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, enfatizou o impacto do ambiente digital na infância e relacionamentos, citando o artigo 227 da Constituição Federal como base para essas estruturas.

Leia Também:  Comurg economiza R$ 2,6 bilhões com redução de dívidas

Na ocasião, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, anunciou um investimento de R$ 100 milhões, em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), para projetos de inteligência artificial que protejam crianças e adolescentes na internet. O edital, lançado durante o evento, visa desenvolver tecnologias para detectar e mitigar riscos como conteúdos nocivos e interações perigosas, com prazo para submissões até 30 de setembro.

‘Queremos promover ambientes digitais mais seguros, estimulando pesquisadores e empresas a criarem soluções como monitoramento inteligente e alertas em tempo real para responsáveis’, afirmou Santos. Renata Mielli, coordenadora do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e assessora especial do MCTI, destacou o apoio a famílias e autoridades por meio dessas inovações.

O evento contou com a presença da ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo; do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta; da primeira-dama Janja; do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues; e representantes como Maria Góes de Mello, do Instituto Alana, além de adolescentes do Comitê de Participação de Adolescentes do Conanda.

Leia Também:  Romênia relata ‘possíveis fragmentos de drone’ em seu território apos ataque russo na Ucrânia

Compartilhe essa Notícia

publicidade

Expresão Local
Resumo sobre Privacidade

Este site usa cookies para que possamos fornecer a você a melhor experiência de usuário possível. As informações dos cookies são armazenadas no seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você acha mais interessantes e úteis.

Saiba mais lendo nossa Política de Privacidade