Justiça argentina confisca 20 imóveis de Cristina Kirchner e família após condenação por fraude

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Justiça argentina confisca 20 imóveis de Cristina Kirchner e família após condenação por fraude

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

Um tribunal da Argentina ordenou o confisco de 20 propriedades pertencentes à ex-presidente Cristina Kirchner e sua família, como parte de sua condenação por fraude em um esquema de obras públicas, informou a imprensa local nesta terça-feira (18).

Cristina, uma figura de esquerda que cumpriu dois mandatos presidenciais, de 2007 a 2015, além de ter ocupado os cargos de vice-presidente, senadora e primeira-dama, está em prisão domiciliar desde junho, após a condenação de seis anos, relacionada a irregularidades na construção de rodovias no interior do país, conhecida como “Vialidad”.

No início deste mês, ela voltou a ser julgada por acusações de suborno em um caso separado. O caso está relacionado a um conjunto de registros em cadernetas de um suposto esquema de propinas, no que ficou conhecido na Argentina como o caso “Cuadernos”.

O caso está centrado na descoberta de oito cadernetas com anotações feitas por Oscar Centeno, ex-motorista de um funcionário do Ministério do Planejamento, que continham anotações sobre supostos pagamentos de propinas de empresários a funcionários do governo. Centeno disse à Justiça que a ex-presidente era parte do esquema.

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O material, revelado pelo jornalista Diego Cabot em agosto de 2018, sugere que Centeno transportava malas com dinheiro entre as empresas e as residências de funcionários de governo.

A investigação começou a partir de outro caso relacionado a irregularidades na compra de gás natural. O ex-juiz Claudio Bonadio e o promotor Carlos Stornelli foram os responsáveis por iniciar os procedimentos legais.

As acusações contra Cristina Fernández de Kirchner incluem liderar uma associação ilícita e praticar suborno. Outros réus, como o ex-ministro de Obras Públicas Julio De Vido e o ex-funcionário do ministério Roberto Baratta, também são acusados de participar do esquema.

Os crimes preveem penas de 1 a 10 anos de prisão. Ex-funcionários enfrentam acusações de suborno passivo, enquanto empresários são acusados de suborno ativo. Caso seja declarada culpada, a presidente do Partido Justicialista somará essa pena à sua condenação anterior.

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