O Janeiro Branco, campanha anual dedicada à saúde mental e emocional, ganha destaque no início do ano ao convidar a sociedade a refletir sobre pressões e expectativas que afetam o bem-estar. Para as mulheres, essa reflexão é particularmente relevante devido à sobrecarga desproporcional de trabalho doméstico e cuidados não remunerados, que impactam diretamente sua saúde física e mental.
Um estudo recente, intitulado ‘Sem Parar 2025 – O trabalho e a vida das mulheres 5 anos após o início da pandemia’, realizado pela Sempre Viva Organização Feminista (SOF) com apoio do Ministério das Mulheres, revela que 43% das brasileiras são as únicas responsáveis pelo trabalho doméstico. Além disso, 48% delas cuidam de familiares sem remuneração, e 57% somam 40 horas semanais entre trabalho remunerado e tarefas de cuidado. Mesmo quando as tarefas são compartilhadas, as mulheres ainda assumem a maior parte, perpetuando desigualdades de gênero.
Em resposta a essa realidade, o Governo Federal lançou o Plano Nacional de Cuidados, uma política estruturante articulada com estados, municípios e sociedade civil. O plano reconhece o cuidado como direito fundamental e responsabilidade compartilhada, estruturado em cinco eixos: garantia de direitos; conciliação entre trabalho e responsabilidades de cuidado; trabalho decente para profissionais do cuidado; valorização e reconhecimento do cuidado; e governança. Com uma visão interseccional, prioriza equidade, participação social e acessibilidade para enfrentar desigualdades e promover uma sociedade mais justa.
Criada em 2014 pelo psicólogo Leonardo Abrahão, em Uberlândia (MG), a campanha Janeiro Branco surgiu da observação do aumento na procura por atendimentos psicológicos no início do ano. A iniciativa combate estigmas, incentiva práticas preventivas e fortalece redes de apoio, propondo um ‘ano novo interior’ de mudanças emocionais. Em 2026, o tema é ‘Paz, Equilíbrio e Saúde Mental’, enfatizando a desaceleração, reorganização emocional e relações mais humanas, reforçando que a saúde mental é essencial para uma vida melhor.
Com informações do Governo Federal










