O Departamento de Estado dos Estados Unidos suspendeu temporariamente a emissão de novos vistos de imigração para cidadãos de 75 países, incluindo o Brasil, a partir desta quarta-feira (21). A decisão, anunciada em 14 de janeiro, altera o processamento de pedidos de residência permanente para nações classificadas como de “alto risco de utilização de benefícios sociais”.
O presidente Donald Trump justificou a medida enfatizando que os imigrantes devem ser financeiramente autossuficientes e não representar um fardo financeiro para os norte-americanos. O Departamento de Estado está realizando uma revisão completa de todas as políticas, regulamentos e diretrizes para garantir que imigrantes desses países não utilizem programas de assistência social nos EUA nem se tornem um ônus para o Estado.
A suspensão não afeta vistos de turismo, trabalho temporário ou aqueles já emitidos e válidos, que mantêm o direito de viagem sujeito à admissão pelo Departamento de Segurança Interna. Cidadãos com dupla nacionalidade estão isentos se apresentarem passaporte de um país não listado. Vistos de não imigrante, como os de turismo, continuam sendo emitidos normalmente.
Apesar da pausa na emissão, os solicitantes podem continuar enviando pedidos e comparecendo a entrevistas agendadas em embaixadas e consulados americanos. No entanto, nenhum visto de imigrante será efetivamente concedido enquanto a diretriz estiver em vigor.
Os países afetados incluem, principalmente, nações da África e Ásia, além de Brasil, Uruguai e Colômbia na América do Sul. A lista completa abrange Afeganistão, Albânia, Argélia, Antígua e Barbuda, Armênia, Azerbaijão, Bahamas, Bangladesh, Barbados, Belarus, Belize, Bósnia, Butão, Cabo Verde, Camarões, Camboja, Cazaquistão, Costa do Marfim, Cuba, Dominica, Egito, Eritreia, Etiópia, Fiji, Gâmbia, Gana, Geórgia, Granada, Guatemala, Guiné, Haiti, Iêmen, Irã, Iraque, Jamaica, Jordânia, Kosovo, Kuwait, Laos, Líbano, Libéria, Líbia, Macedônia do Norte, Marrocos, Mianmar, Moldávia, Mongólia, Montenegro, Nepal, Nicarágua, Nigéria, Paquistão, Quirguistão, República Democrática do Congo, República do Congo, Ruanda, Rússia, Santa Lúcia, São Cristóvão e Névis, São Vicente e Granadinas, Senegal, Serra Leoa, Síria, Somália, Sudão do Sul, Sudão, Tailândia, Tanzânia, Togo, Tunísia, Uganda, Uzbequistão e outros.
O Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil foi procurado para um posicionamento sobre a suspensão, mas ainda não respondeu.











