Em 2018, Maduro gerou indignação na Venezuela ao comer em restaurante de luxo em Istambul; relembre

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Em 2018, Maduro gerou indignação na Venezuela ao comer em restaurante de luxo em Istambul; relembre

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

Capturado neste sábado (3) pelos EUA durante ofensiva militar contra a Venezuela, o ditador Nicolás Maduro já foi alvo de críticas em 2018 por ser filmado fumando charuto em um restaurante de luxo em Istambul, na Turquia.

À época, as imagens de Maduro comendo uma refeição preparada pelo conhecido chef turco Nusret Gökçe causaram indignação entre venezuelanos, que enfrentavam a disparada dos índices de fome devido à crise econômica e à hiperinflação.

“Isto é apenas uma vez na vida”, declarou Maduro na ocasião, em que aparece junto com sua mulher, Cilia Flores. Conhecido como Salt Bae, o chef costuma atender pessoalmente celebridades como Leonardo di Caprio e Cristiano Ronaldo.

O ditador venezuelano afirmou que parou em Istambul para atender a um convite de almoçar com autoridades turcas, após uma viagem à China –onde foi em busca de financiamento.

“Almoçamos em um restaurante famoso. Envio saudações a Nusret, que nos atendeu pessoalmente, estivemos conversando, desfrutando com ele (…), ama a Venezuela”, disse em cadeia de rádio e TV.

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As gravações foram difundidas nas redes sociais de Salt Bae, que agradeceu A Maduro pela visita, mas posteriormente apagou as imagens do Instagram após milhares de críticas.

Os pratos nos restaurantes do chef custavam, em 2018, entre US$ 70 e US$ 250 (R$ 290 e R$ 1.033), de acordo com meios de comunicação especializados. Era o equivalente a entre dois e oito meses de salário mínimo na Venezuela à época, dependendo da cotação oficial.

Segundo Maduro, o chef o acompanhou também na vista a um museu com relíquias do Império Otomano. “Sentei na cadeira de um sultão. O sultão Maduro, como me chamam agora. E olha: aprendi a técnica”, disse o ditador, em referência ao gesto do chef de jogar sal na carne.

“Comendo carne e fumando charutos (…) com os dólares que são negados para comprar remédios e alimentos: PRESIDENTE OPERÁRIO”, disse o dissidente chavista Nicmer Evans, referindo-se à severa escassez na Venezuela.

A crise na Venezuela, com uma hiperinflação estimada em 1.000.000% em 2018 pelo FMI, fez os índices de pobreza chegarem a 87% em 2017, segundo um estudo das principais universidades do país. Já o governo, que assegurava ser vítima de uma “guerra econômica” de empresários de direita, afirmou que o índice era de cerca de 20%.

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A pesquisa também estimou que 60% dos venezuelanos perderam, em média, 11 quilos de peso no período, devido a uma dieta com excesso de farinhas e falta de proteínas.

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