Celac termina sem consenso sobre Venezuela e tem apelo de chavista por libertação de Maduro

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Celac termina sem consenso sobre Venezuela e tem apelo de chavista por libertação de Maduro

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RICARDO DELLA COLETTA
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)

O chanceler da Venezuela, Yvan Gil, pediu aos países que integram a Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos) que exijam a imediata libertação do ditador Nicolás Maduro após os ataques americanos contra Caracas, no sábado (3).

A organização, no entanto, está rachada e tem nas suas filas países que apoiam abertamente a ação militar ordenada por Donald Trump, como é o caso da Argentina de Javier Milei. Dessa forma, o encontro deste domingo (4) terminou sem a publicação de um comunicado conjunto -algo já esperado por negociadores, justamente pelas posições divergentes já serem conhecidas.

Gil, que discursou em reunião virtual de emergência da Celac da qual o ministro Mauro Vieira (Relações Exteriores) participou, disse também que a ofensiva militar dos EUA atinge toda a região. “Hoje foi a Venezuela, amanhã pode ser qualquer outro país que decida exercer a sua soberania”.

A fala do venezuelano foi transmitida pela rede Telesur.

O chanceler chavista afirmou ainda que o governo Donald Trump está interessado nos recursos naturais da Venezuela. Ele disse que Maduro foi sequestrado pelos americanos.

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“Existe um presidente constitucional, Nicolás Maduro Moros, que, embora hoje se encontre sequestrado, segue sendo chefe de Estado em pleno exercício do seu mandato”, afirmou. “Exigimos a sua libertação imediata e incondicional”.

“É importante que esta comunidade assuma que a Venezuela segue sob ameaça e assédio. É sumamente importante que a Celac exija de maneira imediata o restabelecimento da legalidade internacional, que passa pela retirada imediatada de todas as forças miltiares do Caribe; e que passa por pedir e corroborar pela libertação imediata e incondicional do presidente constitucional da República Bolivariana da Venezuela”, discursou.

De acordo com pessoas com conhecimento do discutido na reunião, o pedido de Gil por apoio dos demais países em defesa da libertação de Maduro não foi posteriormente discutido no encontro, em mais um sinal de baixo endosso à ideia e das divisões internas na Celac.

Na maior intervenção contra a América Latina em décadas, os EUA atacaram a Venezuela no sábado, bombardeando a capital, Caracas, e capturando Maduro e sua esposa.

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O ditador e a primeira-dama, Cilia Flores, foram então transportados para Nova York para serem julgados por narcoterrorismo e crimes relacionados ao tráfico de drogas.

O encontro virtual da Celac foi convocado pela Colômbia, presidente de turno da instituição. O presidente Gustavo Petro é crítico da operação americana que resultou na captura de Maduro.

Países da América do Sul que tratam Maduro como chefe do Cartel de los Soles, como Paraguai e Argentina, escalaram representantes de nível hierárquico inferior para acompanhar a videoconferência.

Segundo pessoas com conhecimento das discussões, houve baixa participação de nações caribenhas.

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