Carol de Toni e Carlos Bolsonaro, ambos do PL, foram eleitos neste domingo (4) para as duas vagas de Santa Catarina no Senado Federal. A dupla terminou à frente de nomes tradicionais da política estadual, entre eles o senador Esperidião Amin (PP) e o candidato Décio Lima (PT). A eleição também deixou para trás Lunelli (MDB), Afrânio Boppré (PSol) e outros concorrentes que disputavam as cadeiras. O resultado confirma a conquista das duas vagas pelo mesmo partido.
Aos 40 anos, Carol de Toni chega ao Senado após construir sua trajetória política em Santa Catarina e no Congresso Nacional. Advogada e mestre em Direito Público, ela ganhou projeção a partir de 2016, quando participou das mobilizações pelo impeachment de Dilma Rousseff. Eleita deputada federal em 2018, foi reeleita em 2022 com 227.632 votos e ocupou posições de destaque na Câmara, incluindo a presidência da Comissão de Constituição e Justiça.
Carlos Bolsonaro, de 43 anos, deixa uma trajetória de 25 anos na Câmara Municipal do Rio de Janeiro para assumir uma cadeira no Senado por Santa Catarina. Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, ele exerceu sete mandatos consecutivos como vereador antes de transferir o domicílio eleitoral para o estado e entrar na disputa nacional. A mudança provocou resistência entre integrantes do PL catarinense, que defendiam candidaturas com maior vínculo político e eleitoral com a região. Mesmo fora de seu antigo reduto, Carlos conseguiu conquistar uma das duas vagas em disputa.
A eleição foi marcada ainda por uma disputa interna entre grupos ligados ao campo conservador. Enquanto a direção nacional do PL trabalhava pela candidatura de Carlos, Carol de Toni recebeu apoio público da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, evidenciando a divisão em torno da composição da chapa. A parlamentar chegou a enfrentar incertezas sobre sua permanência na corrida, mas teve a candidatura confirmada em fevereiro de 2026 após reuniões com lideranças nacionais e estaduais do partido. Com a vitória, Carol e Carlos passam a representar Santa Catarina no Senado a partir da próxima legislatura.








