Os vereadores Dieyme Vasconcelos (PL) e Felipe Cortez (sem partido) defenderam, durante a sessão desta quarta-feira (4/2), a abertura de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) na Câmara Municipal de Aparecida de Goiânia para apurar a aplicação de recursos do AparecidaPrev no Banco Master, instituição que foi liquidada pelo Banco Central em 18 de novembro do ano passado. O investimento de R$ 40 milhões em títulos considerados podres ocorreu na gestão do ex-prefeito Vilmar Mariano (2022/2024).
Dieyme e Cortez afirmaram que, além da perda do capital aplicado, há risco de continuidade de prejuízos e ausência de transparência, o que reforça a necessidade de investigação pública pelo Legislativo municipal.
“Não posso esquecer do rombo que teve o AparecidaPrev no caso do Banco Master. O ano passado ficamos vários meses debatendo e a gente precisa continuar debatendo sobre o Banco Master. É preciso convocar quem tiver de convocar aqui na Câmara para a gente viabilizar e dar transparência”, declarou Vasconcelos.
O vereador explicou que os R$ 40 milhões teriam, hoje, um resultado financeiro atualizado de cerca de R$ 47 milhões, aproximando-se, segundo ele, de quase R$ 50 milhões em valores corrigidos.
“Então os servidores de Aparecida de Goiânia, por meio do Aparecidaprev, estão com um rombo de quase R$ 50 milhões. O Fundo Garantidor de Crédito paga somente R$ 250 mil. Investiram R$ 40 milhões e agora vai receber de volta apenas R$ 250 mil do FGC”, afirmou, ao citar também a prisão do presidente da Rioprevidência, autarquia do Rio de Janeiro que enfrenta problemas semelhantes.
Felipe Cortez: “Aparecida está na capa dos holofotes quando se fala do escândalo do Banco Master”
Dieyme reforçou que a pauta deve seguir na Câmara com convocações e pedidos de esclarecimento aos responsáveis pela aplicação dos recursos do instituto.
“Então eu quero levar esse tema para a gente continuar debatendo isso, convocando quem for necessário para esclarecer esse rombo do Banco Master”, pontuou o parlamentar.
Felipe Cortez defendeu a criação formal da CEI para permitir apurações públicas, independentemente das investigações sigilosas em andamento pela polícia.
“Aparecida está na capa dos holofotes quando se fala do escândalo do Banco Master. A gente poderia unir forças para inaugurar a CEI do Banco Master, para que a gente e possa trazer à luz tudo que está acontecendo com relação a esse empréstimo. Foi falado aqui que a polícia já estava investigando, mas essa investigação é sigilosa”, pontuou Cortez.
O vereador também ressaltou que, embora o capital aplicado dificilmente seja recuperado, é possível responsabilizar administradores e agentes que autorizaram as aplicações em ativos podres.
“Têm que ser responsabilizados aqueles que tiveram essa audácia sabendo que eram papéis podres”, finalizou Cortez.
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