Tribunal italiano adia julgamento de extradição de Carla Zambelli

tribunal-italiano-adia-julgamento-de-extradicao-de-carla-zambelli
Tribunal italiano adia julgamento de extradição de Carla Zambelli

publicidade

A Corte de Apelação de Roma adiou, nesta terça-feira (20), o julgamento sobre o pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli para o Brasil. O tribunal considerou que não houve tempo suficiente para examinar as informações enviadas pelo governo brasileiro sobre a Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia, onde ela cumpriria pena em caso de retorno.

O caso será retomado na primeira quinzena de fevereiro. Em dezembro passado, o tribunal já havia adiado a decisão a pedido da defesa, que solicitou mais tempo para analisar documentos do Supremo Tribunal Federal (STF).

Zambelli está presa na Itália desde julho de 2023, aguardando a decisão sobre o pedido de extradição formulado pelo Brasil. Ela foi condenada pelo STF em duas ocasiões: primeiro, por envolvimento na invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ao lado do hacker Walter Delgatti; e, em seguida, por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, no episódio em que perseguiu um homem armado pelas ruas de São Paulo, em outubro de 2022.

Leia Também:  Foi dado o passo mais importante, a reaproximação política entre Lula e Trump, diz Alckmin

A ex-deputada fugiu do país dias antes do trânsito em julgado da primeira condenação, quando se esgotaram os recursos e foi determinada a prisão. O relator do caso no STF, ministro Alexandre de Moraes, enviou à Itália detalhes sobre o presídio, destacando padrões de salubridade, segurança, assistência médica e cursos técnicos, além de informar que nunca houve rebeliões na unidade.

A defesa de Zambelli alega perseguição judicial e política no Brasil, além de questionar as condições carcerárias para o cumprimento da pena. Em outubro, o Ministério Público italiano emitiu parecer favorável à extradição.

Zambelli perdeu o mandato parlamentar por determinação do STF, mesmo após o plenário da Câmara dos Deputados aprovar sua permanência no cargo. Pela jurisprudência da Corte, condenados ao regime fechado por período prolongado perdem o mandato automaticamente, pois não poderiam comparecer ao Congresso.

*Com informações da Agência Brasil

Compartilhe essa Notícia

publicidade

Expresão Local
Resumo sobre Privacidade

Este site usa cookies para que possamos fornecer a você a melhor experiência de usuário possível. As informações dos cookies são armazenadas no seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você acha mais interessantes e úteis.

Saiba mais lendo nossa Política de Privacidade