O ano legislativo no Senado Federal iniciou com uma inovação tecnológica no Plenário. Nesta terça-feira (3), o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, apresentou um novo painel de sistema de votações eletrônicas, substituindo a antiga tela de LCD por tecnologia LED com área ampliada e maior capacidade de exibição.
O sistema permite a visualização simultânea de mais informações, contribuindo para maior agilidade nas votações e debates. A modernização inclui postos de votação nas bancadas equipados com telas sensíveis ao toque, semelhantes às de smartphones, e uma interface mais intuitiva.
De acordo com Davi Alcolumbre, a atualização atende a uma demanda constante dos senadores e busca melhorar a experiência no processo de votação, fornecendo mais informações e conforto visual durante as deliberações. Os trabalhos foram realizados durante o recesso parlamentar, entre dezembro de 2025 e janeiro deste ano, com a previsão de modernizar também os painéis das comissões no recesso do meio do ano.
A estreia do novo sistema na primeira sessão do ano recebeu elogios de senadores. O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), parabenizou o presidente pela iniciativa, destacando sua contribuição para a qualidade do trabalho no Senado. Jayme Campos (União-MT) descreveu o painel como ‘diferenciado’, e Sergio Moro (União-PR) enfatizou a importância da modernização para a eficiência e transparência, beneficiando senadores e cidadãos no acompanhamento dos trabalhos.
A primeira matéria votada no novo painel foi a Medida Provisória 1.312/2025, que libera crédito extra para o combate a pragas e doenças agrícolas.
A atualização resulta de uma parceria entre a Secretaria de Tecnologia da Informação (Prodasen), Diretoria-Geral, Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), Secretaria-Geral da Mesa (SGM) e Advocacia do Senado, integrando evoluções tecnológicas para transparência e eficiência legislativa. A última modernização do sistema havia ocorrido em 2014, com recomendações para ciclos de até dez anos.
O novo painel utiliza LEDs modulares sem bordas, adaptados ao desenho arquitetônico do Plenário, permitindo uma visão quase de 360 graus e mais flexibilidade na exibição de conteúdos, como nomes de senadores e detalhes de matérias. Isso facilita o acompanhamento e reduz limitações anteriores na visualização de informações.
O processo de modernização ocorre em três fases: a primeira, com a troca do painel e telas; a segunda, substituindo botoeiras analógicas por telas touch e prismas nas bancadas; e a terceira, em 2026, com renovação de softwares para controle de votações e presenças, incorporando avanços em segurança e tratamento de dados.
Para maior resiliência, o sistema opera de forma remota, hospedado no datacenter do Senado, da Câmara e em nuvem, garantindo funcionamento ininterrupto em caso de incidentes.
*Com informações da Agência Senado










