Segundo Flávio, Bolsonaro disse para ‘pegar’ projeto de dosimetria

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Segundo Flávio, Bolsonaro disse para ‘pegar’ projeto de dosimetria

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Brasília, 11 – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que mira uma candidatura à Presidência em 2026, afirmou nesta quinta-feira, 11, que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deu aval para que ele apoiasse o projeto de redução de penas dos condenados do 8 de Janeiro que tramita no Senado. Segundo Flávio, o recado foi passado durante uma visita de dele a Jair Bolsonaro, que está preso em Brasília.

“Ele falou: ‘Flávio, pode aprovar desse jeito que vou pagar o preço. Encaro isso e resolvo, mas me dói saber que pessoas inocentes estão sendo perseguidas'”, disse o senador em entrevista ao canal do YouTube Irmãos Dias.

De acordo com Flávio, o ex-presidente ainda teria dito: “‘Deixa, aguento mais aqui. Lá na frente, vemos como faz, pega isso aí dosimetria agora e vamos continuar lutando pela anistia'”, contou o parlamentar.

Flávio afirmou que o projeto de dosimetria tem uma “redação horrorosa” e só foi aprovado porque teve a autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Flávio diz, porém, que tentará mudar o texto que tramita no Senado.

“Semana que vem será votada essa redação horrorosa no Senado. Ainda vamos discutir para ver se consegue fazer modificações, mas o medo é tanto do cara Moraes que até esse debate está interditado”, disse.

O senador ainda afirmou que a aprovação de uma anistia, ou seja, perdão de penas, seria “passar uma borracha” e diz que quer ser candidato para atuar como “pacificador” das relações das instituições públicas. O parlamentar também voltou a defender que Bolsonaro tivesse sido julgado por instâncias inferiores e não pelo STF. “Lula foi julgado pela Vara de Curitiba, porque não era mais presidente da República. Alexandre de Moraes articula para mudar o entendimento do Supremo”.

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O projeto de dosimetria foi aprovado nesta semana pela Câmara e reduz penas de condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. A votação ocorreu poucos dias depois de Flávio Bolsonaro afirmar que havia “um preço” para retirar sua candidatura à Presidência em 2026, anunciada na última sexta-feira, 5. O senador disse que essa contrapartida seria uma anistia ampla e a recuperação da elegibilidade do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Antes da votação, Flávio também se reuniu com lideranças do Centrão.

O texto aprovado na Câmara não atende integralmente à demanda, mas vem sendo chamado de “anistia light”. De acordo com o relator na Câmara, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), os efeitos da proposta podem reduzir o tempo de prisão do ex-presidente Bolsonaro para dois anos e quatro meses – bem abaixo dos 27 anos e 3 meses impostos pelo Supremo Tribunal Federal pelos crimes relacionados à trama golpista.

Agora, no Senado, o relator Esperidião Amin (PP-SC) admite a possibilidade de fazer mudanças ao texto, incluindo trechos que poderiam permitir uma anistia. O relatório deve ser apresentado na próxima semana, e o governo tenta empurrar uma votação para 2026.

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Se vencer, Flávio pretende dar continuidade ao que Paulo Guedes vinha fazendo

Flávio Bolsonaro (PL-RJ), também falou sobre seu projeto de economia, caso vença as Eleições de 2026. O político disse que dará continuidade ao trabalho exercido por Paulo Guedes, ministro da Economia durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Na parte da economia, vou dar continuidade ao que o Paulo Guedes vinha fazendo no nosso governo, que foi bem-sucedido. Bolsonaro tinha uma obsessão por redução, zerar impostos”, declarou o senador em entrevista ao canal do YouTube “Irmãos Dias”.

Flávio afirmou acreditar no livre mercado e disse que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer forçar uma arrecadação “metendo a mão no bolso do contribuinte”. O senador defendeu que, se ganhar, seguirá a mesma linha de desburocratização do governo de seu pai. “Bolsonaro conseguiu modernizar o governo, enxugar a máquina pública, cortar regulamentação, fez um grande processo de desburocratização”, disse.

Perguntado quem comandaria sua equipe econômica, Flávio respondeu: “Não tenho nomes ainda, mas estou conversando com várias pessoas … Independente do nome que está com a gente, vai certamente ser uma política nessa linha. Tenho nomes, mas não quero falar”.

Estadão Conteúdo

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