Saída de Lewandowski abre debate no governo Lula sobre criação de Ministério da Segurança

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Saída de Lewandowski abre debate no governo Lula sobre criação de Ministério da Segurança

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FRANCISCO LIMA NETO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

Após o passaporte atribuído à modelo Eliza Samudio (1985-2010) ser encontrado em uma residência em Portugal, Sônia Fátima Moura, mãe da modelo, diz que o caso tem lacunas e pontos que não se encaixam.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores, o Consulado-Geral em Lisboa foi instruído a remeter o documento ao governo brasileiro, em Brasília, onde ficará disponível para caso a família tenha interesse em reaver o documento.

Segundo o Público Brasil, o documento foi entregue ao Consulado na sexta-feira (2). O documento havia sido encontrado em uma casa em Carcavelos, na região metropolitana de Lisboa.

O Itamaraty não explicou com quem o documento foi encontrado nem as circunstâncias em que isso aconteceu.

Em publicação no Instagram, Sônia pediu esclarecimentos.

“A história divulgada está cheia de lacunas, coincidências e pontos que não se encaixam. Não acredito que tudo tenha acontecido de forma aleatória. Há fatos mal explicados, perguntas sem respostas e uma condução que apenas amplia a angústia de quem já vive um luto permanente. Essas lacunas não são detalhes–elas pesam, machucam e gritam por esclarecimento”, publicou.

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A mãe falou que o surgimento do passaporte causou profunda dor e exaustão emocional.
“Minha filha está morta. E essa é uma frase que nenhuma mãe deveria repetir todos os dias para si mesma. Ela carrega uma saudade que aperta o peito, que sufoca, que nunca descansa”, afirmou.
Sônia disse que vai se manter em silêncio, mas que vai exigir respostas.

“Neste momento, escolho me manter em silêncio para tentar sobreviver à saudade, para tentar respirar em meio à dor e preservar o pouco de paz que ainda consigo reunir para mim e para minha família. Mas tenham certeza: vou exigir das autoridades todas as respostas que ainda não foram dadas. Essa é uma história marcada por muitas lacunas, e elas precisarão ser esclarecidas, porque minha filha merece respeito, verdade e justiça”, concluiu.

Pessoas ouvidas pela reportagem do Público Brasil afirmaram que Eliza entrou em Portugal em 1º de maio de 2007, como está no passaporte, mas teria pedido uma autorização de retorno para o Brasil, com validade até novembro daquele ano, como consta nos registros do Itamaraty. Não se sabe o dia exato em que retornou ao Brasil nem por que pediu a autorização —se teve o passaporte roubado ou se o perdeu.

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Eliza foi assassinada em 2010 a mando do goleiro Bruno, com quem teve um relacionamento à época. Em 2013, ele foi considerado culpado por homicídio triplamente qualificado, sequestro e ocultação de cadáver e foi condenado a 22 anos de prisão, depois reduzidos a 20 anos e 9 meses.

A modelo desapareceu com o filho de quatro meses, que teve com o ex-goleiro, em junho daquele ano.

Na época, ela pedia pensão para a criança. Segundo a denúncia, Bruno não queria pagar e, por isso, montou um plano para matá-la com ajuda de Luiz Henrique Romão, conhecido como Macarrão.

O corpo de Eliza nunca foi encontrado. As principais provas usadas no processo foram o sangue dela encontrado em uma Land Rover do goleiro, então jogador do Flamengo, e objetos dela e do bebê deixados no sítio do jogador. Todos os réus sempre negaram ter havido crime.

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