‘Quem não erra?’, responde Tarcísio sobre falha de monitor em escola cívico-militar

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 ‘Quem não erra?’, responde Tarcísio sobre falha de monitor em escola cívico-militar

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou “quem não erra?” ao ser indagado sobre erros de grafia em orientações escritas por monitores durante o primeiro dia de aula do ano letivo em uma escola cívico-militar em Caçapava (SP), na última semana.

Durante a atividade sobre comandos militares, as palavras “descançar” (descansar) e “continêcia” (continência) foram escritas no quadro. Após ser alertado, o monitor corrigiu os termos ainda durante a aula.

“Quem não erra? Você trabalha com comunicação, você nunca errou?”, questionou Tarcísio nesta sexta-feira (6), em entrevista à TV Vanguarda, afiliada da TV Globo no Vale do Paraíba.

Tarcísio afirmou que o militar que escreveu as palavas erradas no quadro não estava no local para dar aula e que isso não iria interferir na pedagogia.

“Não é palestra, ele está ensinando ordem unida. Ele está lá para ensinar postura. O que ele está tentando ali? A gente vai ter uma atitude de respeito na chegada do professor, vai apresentar uma turma para o professor, a gente vai cantar o hino nacional, hastear uma bandeira. Qual o problema disso?”
“Ele [monitor] vai entrar na pedagogia, vai dar aula para aluno? Não. Para isso nós temos nossos professores. Os professores estão passando por formação continuada”, completou.

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Na sequência, enumerou avanços que vê do seu governo na educação. E lembrou que as escolas cívicos-militares estão “onde a comunidade escolar escolheu”. “Quem está na escola cívico-militar está lá de forma voluntária”, afirmou, sobre os monitores.

“Cometer um erro no quadro é uma pena, o erro não é legal, mas eles não estão lá para isso, não são professores”, disse. “A gente não pode crucificar uma pessoa porque ela cometeu um erro no quadro e ela não está lá para isso, ela não é professor.”

Ao ser questionado se os pais não iriam ficar decepcionados pelo que ocorreu logo no primeiro dia de aula, Tarcisio afirmou achar que não. “Ele [monitor] não está lá para isso. Ele não vai trabalhar conteúdos com os alunos.”

A atividade fazia parte de uma apresentação inicial relacionada à ordem unida, conjunto de movimentos padronizados comuns à formação militar, conduzida por policiais militares aposentados que atuam como monitores no modelo cívico-militar adotado pela rede estadual.

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O episódio motivou críticas sobre os limites da atuação desses profissionais, uma vez que a secretaria havia informado anteriormente que os monitores não entrariam em sala de aula e não ministrariam atividades pedagógicas.

Todos os monitores do Programa Escola Cívico-Militar, conforme a gestão estadual, serão submetidos a processos semestrais de avaliação de desempenho para verificar adaptação e permanência em cada unidade escolar.

Em nota na segunda-feira, a Secretaria de Educação disse que os monitores militares não exercem função pedagógica e que não faz parte da rotina entrarem na sala.

A pasta reforçou ainda que todo o conteúdo pedagógico é elaborado e aplicado pelos docentes da escola. E, neste início de implementação, os monitores estão passando orientações sobre as atividades de disciplina e promoção de valores cívicos.

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