PT não disputará o governo do RS pela primeira vez

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PT não disputará o governo do RS pela primeira vez

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Brasília, 9 – Pela primeira vez desde que foi fundado, o PT não terá um candidato próprio ao governo do Rio Grande do Sul. Sob pressão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ameaça de intervenção, o partido desistiu de liderar a chapa e agora vai apoiar a ex-deputada Juliana Brizola, do PDT.

O acordo foi fechado após interferência direta de Lula porque, para aderir à sua campanha, o PDT exigiu como principal contrapartida o aval dos petistas ao nome de Juliana. Depois de muitos protestos e críticas ao enquadramento vindo do Palácio do Planalto, o ex-presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) Edegar Pretto abriu mão de sua candidatura.

VICE. A tendência é de que Pretto seja vice na chapa encabeçada por Juliana, neta do ex-governador Leonel Brizola. Mas há um novo problema a administrar: o PSOL, que apoiava Pretto, discorda do acerto com o PDT e ameaça deixar a aliança.

Em resolução política aprovada na terça-feira, o PT decidiu determinar que a tática política no Rio Grande do Sul seja construída em conjunto com o PDT e partidos aliados, sob a liderança de Juliana Brizola. A frente de oposição é composta por PDT, PT, PSB, PSOL, PCdoB, PV e Rede.

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“Não há nada mais importante que a reeleição do presidente Lula”, diz um trecho do documento que passou pelo crivo da Executiva Nacional petista. “Vamos nos apresentar, a partir de agora, como uma frente política, e não individualmente”, disse Pretto, após anunciar a desistência. “Somos uma frente política, e um palanque muito importante, e é isso o que continuaremos mobilizando.”

O PT governou o Rio Grande do Sul de 1999 a 2003, com Olívio Dutra, e de 2011 a 2015, com Tarso Genro. Além disso, administrou durante 16 anos consecutivos a prefeitura de Porto Alegre.

GOVERNO LEITE

Nesta campanha, um dos argumentos para os petistas resistirem a apoiar Juliana Brizola foi o fato de o PDT integrar o governo de Eduardo Leite (PSD), considerado de direita. O partido entregou os cargos na equipe apenas recentemente.

Leite queria disputar a sucessão de Lula, mas decidiu ficar à frente do Piratini até o fim do mandato após ser preterido pelo comando do PSD, que resolveu lançar a candidatura do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado. Agora, Leite quer emplacar seu vice, Gabriel Souza (MDB), como candidato ao governo gaúcho.

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Pesquisa de intenção de voto divulgada em 17 de março pelo instituto Real Time Big Data mostra o deputado Luciano Zucco (PL), aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em primeiro lugar, com 31% das preferências. Juliana Brizola aparece em segundo, com 24%; Pretto, em terceiro, com 19%; e Gabriel Souza, em quarto, com 13%.

Estadão Conteúdo

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