A CPMI do INSS ainda não recebeu o conteúdo da quebra de sigilo bancário, fiscal e telemático do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A Polícia Federal está realizando uma triagem para separar exclusivamente informações relacionadas a operações de crédito consignado, foco da comissão.
Segundo o presidente da CPMI, Carlos Viana, a limitação foi determinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que autorizou o compartilhamento das provas no último dia 20. A expectativa é que os parlamentares tenham acesso aos dados dentro de uma semana.
Viana afirmou manter contato direto com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e disse que, como o material virá restrito aos consignados, não será necessário mantê-lo em sala cofre.
A autorização de Mendonça marcou uma guinada no caso, após o ministro Dias Toffoli ter barrado anteriormente o compartilhamento das provas. Mendonça destacou, na decisão, a importância da cooperação institucional entre órgãos de investigação e as comissões parlamentares.
Toffoli deixou a relatoria do caso no último dia 12, depois que a PF enviou ao presidente do STF, Edson Fachin, relatório apontando possíveis conexões entre ele e Vorcaro.
O conteúdo do celular do banqueiro é visto com apreensão em Brasília. Entre os documentos armazenados estava contrato do banco com o escritório da advogada Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, prevendo pagamento de cerca de R$ 130 milhões em três anos.
A demora na entrega dos dados tem irritado integrantes da CPMI, especialmente parlamentares da oposição. A senadora Damares Alves afirmou que o colegiado “está lutando contra o tempo” a menos de oito meses das eleições, apontou O GLOBO.













