PF ainda avalia envio de substituta aos EUA após expulsão de delegado pelo governo Trump

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PF ainda avalia envio de substituta aos EUA após expulsão de delegado pelo governo Trump

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ISABELLA MENON
WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS)

A Polícia Federal ainda avalia se enviará novo nome aos Estados Unidos após a expulsão do delegado Marcelo Ivo de Carvalho, que deixou o país na esteira da prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem.

O delegado já retornou ao Brasil após atuar junto ao ICE, a agência de imigração americana desde 2023. Ele seria substituído por Tatiana Alves Torres, nomeada em março, conforme publicação no Diário Oficial da União. A parceria do Brasil com os Estados Unidos em termos de cooperação de segurança é considerada histórica -só no ICE, o Brasil possui um oficial de ligação desde 2011.

A Polícia Federal ainda analisa se Tatiana será enviada aos EUA para desempenhar as funções exercidas por Ivo de Carvalho. Até o momento, não houve nenhuma conversa oficial com autoridades americanas -apenas o Itamaraty se reuniu com representantes da embaixada dos EUA no Brasil, na terça (21).

Segundo o Itamaraty, no encontro com a embaixada americana foi informado que o oficial dos EUA que atuava no Brasil na coordenação de imigração também teve suas credenciais canceladas, em retaliação. Em nota, a pasta afirmou que a expulsão do delegado brasileiro violou a “boa prática diplomática entre nações amigas, como o Brasil e os Estados Unidos, ao longo de mais de 200 anos de relação”.

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A permanência de Ivo de Carvalho -que antes foi superintendente da PF na Paraíba- havia sido prorrogada até agosto de 2026, conforme portaria publicada no Diário Oficial. Ainda assim, em 17 de março deste ano, o diretor-geral Andrei Rodrigues determinou sua substituição pela delegada Tatiana Torres. A troca formal, portanto, ocorreu antes do episódio da prisão de Ramagem.

PRISÃO DE RAMAGEM

Após a prisão do ex-parlamentar no último dia 13, aliados bolsonaristas como o empresário Paulo Figueiredo e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) passaram a fazer pressão em Washington. Ramagem foi solto dois dias depois. Na última segunda (20), o Departamento de Estado acusou Marcelo Ivo de Carvalho, em nota divulgada nas redes sociais, de “contornar pedidos formais de extradição”.

A Polícia Federal afirmou que a operação de prisão tinha sido uma ação conjunta com os EUA, mas os americanos nunca confirmaram tal cooperação. Segundo apurou a Folha, o motivo da prisão seria o fato de Ramagem estar com o visto vencido desde março.

No Brasil, Ramagem é considerado foragido. Condenado no ano passado na mesma ação que levou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) à prisão, ele recebeu pena de 16 anos e um mês por participação em tentativa de golpe de Estado no final do governo Bolsonaro, além de perder o mandato parlamentar. Ramagem deixou o Brasil no ano passado e é alvo de um processo de extradição.

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