Paes promete apoio a Lula e abre frente para negociar vice do centrão para disputa no Rio

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Paes promete apoio a Lula e abre frente para negociar vice do centrão para disputa no Rio

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YURI EIRAS
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS)

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), pré-candidato a governador do estado, articula desde o ano passado um vice que se enquadre na centro-direita. O deputado Dr. Luizinho (RJ), líder do PP na Câmara, tem se aproximado de Paes e abriu conversas para indicar um nome.

Paes busca alguém que tenha capilaridade política na Baixada Fluminense ou no interior do estado. Ele considera o maior desafio eleitoral a disputa fora da capital, com um eleitor médio tradicionalmente mais conservador.

No segundo turno da eleição para governador em 2018, Paes, então com dois mandatos como prefeito do Rio, perdeu para o até então desconhecido Wilson Witzel (então no PSC) em 89 das 92 cidades do estado. Só venceu na capital, em Niterói e no pequeno município de Rio das Flores.

Desde o ano passado, Paes tem dito a aliados que o foco é selar a aliança com Dr. Luizinho, que tem berço político na Baixada Fluminense, influência em prefeituras do interior e no governo Cláudio Castro (PL).

Médico, ele mantém indicações na área da Saúde. Sua irmã era diretora da Fundação Saúde até a divulgação do caso dos órgãos infectados com HIV, em 2024.

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Luizinho foi cotado para concorrer à prefeitura em 2024, contra Paes. Ele era o preferido de Castro, mas o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) escolheu Alexandre Ramagem (PL-RJ), derrotado no primeiro turno.

No cenário fluminense, Luizinho espera aval do presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, para fechar acordo. Paes tem no radar dois nomes do PP: o ex-prefeito de Nova Iguaçu Rogério Lisboa e o atual prefeito de Campos dos Goytacazes, Wladimir Garotinho, filho do ex-governador Anthony Garotinho.

Wladimir fez encontros com Paes em 2025 e era avaliado como um bom contraponto ao deputado estadual afastado Rodrigo Bacellar (União Brasil), à época cotado para concorrer ao governo. As famílias Garotinho e Bacellar são rivais em Campos.

Rogério Lisboa foi prefeito de Nova Iguaçu por dois mandatos —o primeiro deles pelo PL— e é próximo de Luizinho.

Uma decisão sobre vice só deve ser tomada por Paes depois do Carnaval. A eleição fluminense pode colocar em palanques opostos os partidos da federação União Progressista. O União, próximo a Castro, tende a apoiar um nome do PL ou lançar candidato próprio.

Enquanto tenta ampliar alianças com a centro-direita e a direita no plano estadual, Paes promete apoio a Lula (PT).

A relação do prefeito com petistas vive fase conturbada, com o retorno das rusgas entre Paes e André Ceciliano, ex-presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) e atual secretário de assuntos parlamentares da SRI (Secretaria de Relações Institucionais) no governo federal.

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Ceciliano se movimenta para emplacar candidatura ao provável mandato-tampão ao Governo do Rio, vaga que será aberta após Castro renunciar para concorrer ao Senado. Alas do PT divergem sobre a candidatura.

Como o estado não tem vice-governador e o presidente original da Alerj, Rodrigo Bacellar, foi afastado por decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), o Legislativo fluminense precisará convocar novas eleições indiretas para governador.

Castro tem até abril para se desincompatibilizar do cargo e as eleições devem acontecer até 30 dias depois da saída.

Candidatos fora da Alerj podem concorrer. Até a virada do ano, Castro articulava unanimidade ao nome de Nicola Miccione, secretário da Casa Civil. Miccione é visto como perfil administrativo, sem pretensão política e que, por isso, agradaria o amplo arco de alianças na assembleia.

Mas o grupo à direita de Castro planeja lançar Douglas Ruas (PL), secretário estadual de Cidades, que é filho de Capitão Nelson (PL), prefeito de São Gonçalo, o terceiro maior colégio eleitoral do estado.

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