Oposição pede impeachment de Gilmar por incluir Zema no inquérito das fake news

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Oposição pede impeachment de Gilmar por incluir Zema no inquérito das fake news

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Brasília, 22 – O líder da oposição na Câmara, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), apresentou nesta quarta-feira, 22, pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, por solicitar a inclusão do ex-governador Romeu Zema (Novo) no inquérito das fake news.

Como mostrou o Estadão, o pedido de impeachment de Gilmar já vinha sendo costurado pela oposição desde que houve uma escalada no embate entre o ministro e Zema, que figura como pré-candidato à Presidência.

O ex-governador participou da entrevista em que foi anunciado o pedido de impeachment ao lado do líder da oposição, que em diversos momentos o citou, em tom de brincadeira, como candidato a vice na chapa presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL- RJ).

Gilberto Silva minimizou a ausência de Flávio na coletiva e disse que o senador cumpre outros compromissos como pré-candidato. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro tem tentado se vender como uma figura moderada e, com isso, tem ficado de fora de embates da oposição com o STF.

Durante a entrevista, Zema disse que o País tem visto “as mais altas autoridades envolvidas com esse que pode ser considerado o maior criminoso da história do País”, em referência a Daniel Vorcaro. O ex-governador, no entanto, não fez menções diretas a Gilmar.

O estopim do desentendimento entre o ministro e o político mineiro foi a publicação de um vídeo nas redes sociais de Zema. No vídeo, bonecos com as vozes montadas dos minstros conversam sobre o caso Master. O boneco de Dias Toffoli telefona para Gilmar e pede a ele que anule as quebras de sigilo de sua empresa, aprovada na CPI do Crime Organizado do Senado.

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Com um diálogo marcado por ironias e caricaturas, Gilmar responde que anularia as quebras e pede em troca uma cortesia no resort Tayayá, no qual Toffoli possuía participação acionária.

Nesta segunda-feira, 20, após o pedido feito por Gilmar Mendes, Zema republicou o vídeo em sua conta no X, com a seguinte mensagem: “Se um teatro de fantoches é visto como ameaça por Gilmar e Moraes é sinal de que a carapuça serviu. Os ministros não gostaram da nossa série “os intocáveis”. Beleza. Mas me processar por isso? O humor é usado pra criticar o poder desde que o mundo é mundo”.

Além do pedido de impeachment, a oposição apresentou queixas-crimes contra Gilmar em razão do episódio e contra o procurador-geral da República, Paulo Gonet, por omissão. Outra medida tomada pelo grupo foi o envio de um ofício ao presidente do STF, Édson Fachin, para que convença o ministro Alexandre de Moraes a encerrar o inquérito das fake news.

O pedido de impeachment de Gilmar se soma a outras propostas apresentadas pela oposição contra outros ministros do STF que seguem engavetadas pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Questionado pelo Estadão se o pedido seria meramente simbólico em solidariedade a Zema, Gilberto Silva respondeu que não, mas que também não há maioria oposicionista no Senado para dar encaminhamento à proposta.

“A cada dia que passa a situação dos ministros da Suprema Corte piora. Água mole em pedra dura tanto bate até que fura. Serão apresentados quantos pedidos (de impeachment) forem necessários”, respondeu.

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Pedido de impeachment do ministro da Justiça por expulsão de delegado dos EUA

O depurado federal Hélio Lopes (PL-RJ) apresentou nesta quarta-feira, 22, queixa-crime e pedido de impeachment do ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, por conivência ou omissão no caso do delegado da Polícia Federal (PF) que retornou dos Estados Unidos sob acusação de atuar de maneira irregular em procedimentos de extradição.

O parlamentar e outros membros da oposição miram em Lima e Silva com o objetivo de atingir o diretor-geral da PF, Andrei Passos. A lei de impeachment impede que deputados proponham o impedimento do chefe da corporação.

Lopes e outros deputados de oposição, como Marcel Van Hattem (Novo-RS), estendem ao diretor-geral da PF da acusação do governo dos EUA de que houve atuação irregular no caso do ex-deputado federal Alexandre Ramagem, que chegou a ser preso pelo ICE e quase foi deportado.

Van Hattem chega a acusar Passos de ter agido de forma ilegal neste caso e mentido sobre ter cooperado com a PF para deportar Ramagem.

Em nota oficial na época da prisão, a Polícia Federal alegou ter se tratado de uma cooperação policial internacional entre autoridades dos dois países.

“A prisão decorreu de cooperação policial internacional entre a Polícia Federal e autoridades policiais dos EUA”, diz a nota da PF.

Estadão Conteúdo

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