Lindbergh, sobre Venezuela: Posição de Lula foi equilibrada, em defesa da democracia

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Lindbergh, sobre Venezuela: Posição de Lula foi equilibrada, em defesa da democracia

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O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (PT-RJ), disse nesta quarta-feira, 7, ver uma “reação muito grande, inclusive, dentro dos Estados Unidos” sobre a operação militar norte-americana que derrubou Nicolás Maduro na Venezuela “A gente está vivendo um momento completamente novo no mundo. É como se todas as regras, todo o ritual internacional tivesse sido rompido de uma hora para a outra. A reação acontece no mundo, mas eu vejo uma reação muito forte dentro dos Estados Unidos”, apontou.

O petista disse esperar uma “reação internacional forte” sobre o episódio e ainda exaltou a posição do presidente Lula sobre o tema. Segundo Lindbergh, a postura foi “foi equilibrada, em defesa da democracia, da soberania e paz na América do Sul”.

Lindbergh reforçou a representação apresentada contra bolsonaristas por supostamente incentivarem uma intervenção militar dos Estados Unidos no Brasil. Segundo o deputado, trata-se da “tentativa de continuação do discurso do golpe”.

“A gente não pode naturalizar alguém defender uma intervenção de outro país no Brasil. Isso não é natural. Em lugar nenhum do mundo. Não adianta depois dizer que foi uma brincadeira, foi um meme. Foi toda uma base bolsonarista fazendo o discurso. Depois fazendo charge do Lula preso por agentes norte-americanos. Isso é muito sério. É a tentativa de continuação do discurso do golpe”, apontou a jornalistas.

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Nesta semana, o líder pediu à Polícia Federal que investigue o senador Flávio Bolsonaro, o deputado Nikolas Ferreira e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro por supostos crimes de atentado à soberania, tentativa de golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Lindbergh diz que os parlamentares são responsáveis por uma campanha que “cria grave ameaça de caráter coletivo e institucional”.

O documento lista publicações e declarações feitas pelo trio desde 18 de julho. A mais recente delas foi feita em 4 de janeiro, quando Nikolas divulgou uma montagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva “sendo preso e algemado por soldados estrangeiros”. Segundo Lindbergh, a publicação é a “materialização do objetivo final da narrativa: a deposição do Chefe de Estado por força militar externa”.

Lindbergh diz que, em sua avaliação, os bolsonaristas “estão dando um tiro no pé”. “Eu acho que vai acontecer a mesma coisa que aconteceu com o Eduardo Bolsonaro. Eles vão acabar se agarrando com a bandeira norte-americana e a gente com três bandeiras. Além da vida do povo, da economia, com a bandeira da democracia, com a bandeira da defesa do Brasil e com a bandeira muito importante, que é a defesa da paz na América do Sul”, indicou.

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Estadão Conteúdo

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