A Força Nacional de Segurança Pública concluiu, nesta sexta-feira (26), a segunda edição do Curso de Investigação de Crimes Ambientais (Cica), voltado ao aprimoramento das ações de prevenção, investigação e repressão a delitos ambientais. A capacitação reuniu 45 profissionais do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), representantes de 26 estados.
Segundo a Força Nacional, o curso amplia a capacidade de atuação das instituições de segurança pública diante de infrações ambientais cada vez mais complexas e frequentemente associadas ao crime organizado e à exploração ilegal dos recursos naturais.
A formação também reforça a cooperação entre a Polícia Judiciária da Força Nacional e instituições parceiras, como a Polícia Federal (PF), o Ministério Público Federal (MPF), a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
De acordo com o coordenador-geral das polícias Judiciária e Científica da Força Nacional, delegado Pedro Filipe Cruz Cardoso de Andrade, a capacitação integra os esforços da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) para aprimorar a formação dos profissionais que atuam no enfrentamento aos crimes ambientais. Ele afirmou que a iniciativa reuniu profissionais qualificados para oferecer uma capacitação baseada nas melhores práticas investigativas, integrando conhecimentos técnicos, científicos e operacionais.
Durante as atividades, os participantes aprofundaram conhecimentos sobre legislação ambiental, técnicas de investigação, crimes ambientais em terras indígenas e territórios de povos tradicionais, além de perícia em locais de crime e cadeia de custódia.
Ao fim do curso, os profissionais estão aptos a identificar e investigar crimes ambientais, aplicar técnicas de produção de provas, preservar a cadeia de custódia e atuar de forma coordenada em operações interinstitucionais.











