ANDRÉ BORGES
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)
A defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro disse, no início da acareaçao realizada no STF (Supremo Tribunal Federal), que o dono do Banco Master não abriria o sigilo de seu telefone celular, devido a vazamentos ocorridos minutos após sua participação em uma audiência realizada na corte.
No início da confrontação entre Vorcaro e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, Roberto Podval disse que, naquela primeira audiência, perguntas formuladas pelo ministro do STF Dias Toffoli foram publicadas pela imprensa “apenas 20 minutos após o encerramento do ato judicial”.
Segundo o advogado, a rapidez e a precisão da divulgação das informações teriam gerado “insegurança jurídica”, tornando inviável o fornecimento de dados privados do investigado às autoridades.
Podval detalhou que, logo após a audiência, em uma sala reservada, a delegada responsável solicitou a abertura do sigilo do aparelho telefônico do banqueiro, garantindo que o procedimento seria protegido por sigilo absoluto. No entanto, o advogado recusou o pedido, justificando que a defesa tinha receio de possíveis vazamentos.
“O sigilo era absoluto, não deu, sei lá, 20 minutos, as questões estavam todas ali colocadas”, comentou.
O advogado afirmou que Vorcaro sequer portava o aparelho durante a acareação, para reduzir qualquer risco. “O Vorcaro nem celular trouxe, que era para não ter o risco de nada”.
A defesa informou que já havia solicitado a instauração de um inquérito para investigar a origem dos vazamentos e que levaria o novo episódio ao conhecimento do ministro relator do caso no STF, Dias Toffoli.
O dono do Banco Master não respondeu à PF (Polícia Federal) se tem bens no exterior. No depoimento dado à PF no fim de dezembro do ano passado, a delegada Janaína Palazzo pergunta se Vorcaro tem ativos no exterior.
“O banco tem ativos no exterior, estava iniciando [esse processo]. Agora, eu talvez tenha sido uma das pessoas mais escrutinadas do Brasil antes dessa operação. Todos os meus bens estão declarados, impostos altíssimos pagos ao longo do tempo”, respondeu Vorcaro.
O fundador do Banco Master e o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, apresentaram versões conflitantes durante a acareação realizada no STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a origem de carteiras de crédito consideradas problemáticas e adquiridas pelo banco público, a partir de 2025.











