Em seu primeiro ato após assumir o comando do Executivo estadual, o governador Daniel Vilela anunciou nesta terça-feira (31/03) que Goiás vai aderir à proposta de subsídio temporário ao diesel destinada a importadores do combustível. A medida tem como objetivo conter a alta nos preços e reduzir os impactos para consumidores e setores produtivos que dependem do transporte rodoviário.
A iniciativa prevê uma subvenção total de R$ 1,20 por litro de óleo diesel. Desse valor, R$ 0,60 serão custeados pelo governo federal e os outros R$ 0,60 pelos estados que aderirem à proposta.
Segundo o governador, a decisão busca evitar novos aumentos que possam pressionar ainda mais o custo de vida da população e os preços de produtos transportados pelo país.
“Vamos dar a nossa contribuição para que a população não seja ainda mais prejudicada com novos aumentos. Qualquer tipo de reajuste no diesel tem reflexo direto para os consumidores e é algo que não queremos”, afirmou Daniel Vilela durante coletiva à imprensa.
O governador explicou que a adesão ao subsídio pode representar impacto fiscal significativo para o Estado, estimado em cerca de R$ 43 milhões por mês. Diante desse cenário, ele afirmou que já iniciou diálogo com o governo federal para buscar mecanismos de compensação financeira.
Segundo Vilela, em conversa realizada na segunda-feira (30/03) com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e com o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, foi discutida a possibilidade de abatimento do valor correspondente na parcela da dívida estadual com a União, dentro do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag).
“Essa possível compensação ainda não foi definida, mas vamos trabalhar nos próximos dias para tentar amenizar o impacto fiscal dessa medida”, explicou o governador.
Contexto internacional
De acordo com o governo estadual, a decisão de aderir à subvenção considera o atual cenário de instabilidade no mercado internacional de petróleo. A volatilidade dos preços tem sido influenciada pelo conflito no Oriente Médio e por ameaças de fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo.
Esse cenário tem gerado preocupação entre autoridades econômicas e governos estaduais devido aos possíveis impactos sobre o abastecimento e sobre os custos da cadeia produtiva, especialmente em setores que dependem fortemente do transporte rodoviário, como o agronegócio e a logística.
17 estados já manifestaram apoio à medida
Segundo o Executivo goiano, a adesão ao subsídio busca reduzir os efeitos inflacionários sobre a economia, contribuir para a regularidade do abastecimento e preservar a previsibilidade de preços no mercado interno.
Além de Goiás, outros 17 estados manifestaram apoio à medida, entre eles Bahia, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que também avaliam aderir ao mecanismo temporário para amenizar os efeitos da alta do diesel no país.
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